segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Capoeira, Original do Brasil.




Ouviu-se falar de Capoeira pela primeira vez durante as invasões holandesas, em 1624, quando os índios, e Negros escravos. Aproveitando-se da confusão gerada, fugiram para as matas, aumentando o contingente dos Quilombos dos Palmares.

Em 1647 o escritor Holandês Gaspar Barleus descreve em seu livro “Rerum Per Octenium in Brasília-1647, a luta dos índios tupis praticada no litoral brasileiro” chamado de Maraná, luta de guerra.

Um outro cronista, Johann Nieuhoff, alemão, descreve em seu livro “Crônicas do Brasil Holandês” de 1670, a luta do Maraná.

Maraná a Dança da Guerra

"As cartas do escrivão Francis Patris, que acompanhava o cortejo do príncipe Mauricio de Nassau durante a invasão Holandesa, descreve entre muitos obstáculos para a ocupação do território brasileiro a resistência dos Habitantes do Brasil.

Negros comandados por Henrique Dias, portugueses por Vidal de Negreiros, Índios Potiguares comandados por Felipe Camarão, o “Ìndio Poti”. Esses índios usavam durante o confronto, alem de flechas borduna, lanças e tacapes, os pés e as mãos desferindo golpes mortais, destacando-se por sua valentia e ferocidade.

Pertencia a cultura potiguara a dança e guerra Maraná, que avaliava o nível de valentia. Em círculos, os guerreiros com perneiras de conchas compunham um compasso ao bater com os pés e as mãos, invocando seus antepassados, acompanhado de atabaques de troncos com pele de Anta, chocalhos e marimbas, em quanto que dois guerreiros se confrontavam ao centro com golpes de pernas, cotoveladas e movimentos que imitavam os animais."

Cartas do Jesuíta Antonio Gonçalves para os superiores de Lisboa, em 1735, descreve um luta que os índios praticavam antes de qualquer conflito, em forma de roda dois a dois usando os braços, pernas, cotoveladas, joelhadas, e usando todo corpo como armas (convento de Santo Inácio de Loyola, anais das missões no Brasil. Tomo III pág. 128).

N´Golo, a "Dança da Zebra".

A Dança da zebra ou N’Golo de origem do povo “Mucope” do sul da Angola, ocorria durante a “Efundula” (festa da puberdade), onde os adolescentes formam uma roda; com uma dupla ao cetro desferindo coices e cabeçadas um no outro, até que um era derrubado no solo. Essa luta é oriunda das observações das disputas entre as zebras machos pelas fêmeas, no período do cio, onde os machos lutam com mordidas, cabeçadas e coices.

A dança N´Golo praticada em Angola, não aparenta nenhuma similaridade com a atual Capoeira Brasileira.

A dispersão da Capoeira para outros pontos das Américas e África.

Com a “revolta dos Malês”, na Bahia, pelos Negros Malês em 25 de fevereiro de 1835, vários envolvidos foram enviados em um navio para África e outro para a América Central.

Em Cuba e Martinica os Malês fundiram com a dos navios e negros dos canaviais dando origem ao “Mani”, em Cuba e “Ladva”, em Martinica.

Daí a certa similaridade existente entre essas danças observadas na América Central e a Capoeira Brasileira.

A Capoeira Brasileira

A Capoeira é a Fusão do N”Golo, trazida da África e o Maraná, existente no Brasil antes do Descobrimento.

1. no livro “arte da gramática da língua mais usada na costa do Brasil” publicado em 1595 onde o padre José de Anchieta, cita que os índios Tupi-guarani, divertem jogando capoeira;

2. Guilherme de Almeida, no livro música do Brasil, sustenta serem indígenas as raízes da capoeira;

3. o Navegador Português Martins Afonso de Souza, observou tribos jogando capoeira.

4. Um trabalho publicado pela xerox do Brasil, o professor austríaco Gerhad Kubik, antropólogo e membro da associação mundial do folclore, e profundo conhecedor de assuntos africanos, diz estranha que o brasileiro chame “Capoeira de Angola, quando ali não existe nada semelhante.

A Capoeira é Considerada a Arte Marcial Brasileira por ter sido utilizada em vários eventos bélicos ao longo da História do Brasil, como nas Maltas, Guerra do Paraguai, Revoltas dos Mercenários, nas caramussas entre monarquistas e republicanos, Guerra das Tabocas, Mascates, Guardas costas de José do Patrocínio e Dom Pedro I, Canudos, Farrapos, Primeira e segunda Guerra Mundial, ETC…

No episódio em que mercenários irlandeses, contratados por D. Pedro I se rebelaram no Rio de Janeiro, foram os civis dentre os quais os mais valentes capoeiristas que fizeram, a base de bala e pernadas, os rebelados se recolherem de volta ao quartel levando consigo seus mortos e feridos.

Na Guerra do Paraguai, os mais temíveis batalhões eram os de capoeiristas dentre os quais o Batalhão Zuavo, da Bahia e 31º do Rio de Janeiro, que na falta de munições nas trincheiras se utilizavam de golpes de capoeira contra os paraguaios.

Referência:
Profº. Douglas Tessuto, Grupo Muzenza de Capoeira.

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