quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Divisão Breogan

A Divisão Breogan surge como agrupamento castilhista pagão,
congregando os que comungam da visão espiritual dessa vertente, de culto aos
ancestrais. Plenamente integrados e identificados com os princípios e
postulados de Júlio de Castilhos, Getúlio Vargas, Goulart e Brizola.
 Divisão Breogan

O paganismo é um conjunto de crenças espirituais, religiosas e pessoais, sociais e filosóficas, que refletem um resgate de Concepcion de Mundo. O Mundo clássico, o esplendor civilizacional que emerge com a éra do ferro, em antagonismo ao período de decadência que tem como marco o fim da Roma Republicana e seu início imperial. 

O retorno a temática pagan ressurge com o Renascimento, como forma de resgate dos valores clássicos ante a dexeneración da éra medieval, e o advento dos Estados Nacionais que despontavam, como forma de afirmacion da nacionalidade. É sobre esse influxo que em "Os Lusíadas, Camões, lança man em sua obra da temática  mitológica. No Brasil, no mesmo período, Padre Anchieta, antes de Camões, escreve a obra "De Gestis", igualmente lançando man de uma temática mitológica como pano de fundo no influxo de colonizacion do Brasil, a Hespéria, a fundacion e o surgimento de uma nova civilizacion no extremo oeste do mundo.

Essa vision cosmológica, ganha novo folego com o Arcadismo que terá no Brasil, um marco na sua literatura nacionalista.

O paganismo mais contemporâneo, torna a ganhar novo relevo com as idéias psicanalíticas, as idéias de Carl Jung de inconsciente coletivo etc... 


No período pós-guerra, já nos anos 60, um bom número de jovens nacionalistas procuravam uma forma nova de expressar sua cosmovisão nacionalista, uma forma geral de expor os princípios básicos de Alternativa ao Sistema liberal.

Esta alternativa essencial encontra-se numa série de princípios muito gerais:


- Respeito pela Natureza e pelas suas leis globais;

- Resgate das orígens da nacionalidade;

- Repulsa pelo liberalismo e o individualismo, sentido de Comunidade;

- Adopcion de um Estilo e uma Ética, mas recusa das Igrejas e dos dogmas, da falsa moral, da concepcion teocrática e monoteísta de Deus;

- Espiritualidade natural frente ao liberalismo e ao egoísmo, como à tristeza de considerar o mundo como um vale de lágrimas;

- Admiracion pela força, pela beleza, pela alegria, pelos animais e tudo o que implica luta e esforço;

- Redescobrimento da Grécia e de Roma(Republicana) como ideal de Estado e de Comunidade, de Arte e de Nobreza, frente ao mundialismo, ao Bezerro de Ouro e a Jerusalém.


Estas ideias básicas e muitas outras levam a um confronto com as concepciones judaico-cristãs que até enton haviam sido a base “espiritual” da sociedade moderna.
Este debate intelectual e sentimental leva a redescoberta do paganismo, já tratados pelos círculos nacionalistas nos anos 20 e 30.

Contudo, a via foi bastante diferente. Se nos anos 20 o paganismo foi conduzido como forma de encontrar as tradiciones e a identidade perdida com o liberalismo, nos anos 70 a via de encontro com o paganismo, foi mais a sua concepcion do mundo e o seu sentido artístico da beleza e todo um arcabouço de valores do mundo antigo, considerados superiores.

A Grécia clássica foi a alternativa ao Sistema. Nas palavras de Bernard Levy, a decision sempre se colocou entre Atenas ou Jerusalém. O Sistema impone Jerusalém, a Alternativa estará sempre em Atenas. E Atenas é a essência do Paganismo, a sua máxima expresión cosmológica.

Daí que o primeiro grande centro cultural paganista tenha sido o GRECE, Grécia em francês, como acrónimo de Groupe de Recherche et d'Études sur la Civilisation Européenne.
O paganismo enquanto Cosmologia é antes mais alegre, anti-proselitista, diverso, artístico e heróico.

Contra o pensamento individualista liberal, o resgate da idéia de priorizacion das relaciones comunitárias, da subordinacion do interesse privado, particular, ao interesse público. O homem pagan vive e morre pela sua pátria, ideal máximo de heroicizacion da vida, para assim vencer a morte e ganhar a eternidade! "Dulce et decorum est pro patria mori"(É doce e honrável morrer pela pátria!) 

A sua concepcion moral e de valores, remetem ao mundo clássico, livre da corrupcion que se estabelece com o fim da éra do ferro, e a propagacion dos costumes e das crenças orientais sobre o ocidente. A rejeicion da nocion de pecado que aprisiona a mente e a torna doentia. A adocion de uma moral nobre, a busca da autarkeia, somente alcançável eliminando todo o supérfluo, condicion de auto-suficiência do sábio, a quem basta ser virtuoso para ser feliz. 

A descrença na civilizacion mercantil e suas estruturas jurídicas, religiosas e sociais, pois non trazem qualquer benefício ao homem, antes o corrompem, uma vez que sendo auto-suficiênte, tudo aquilo que non é, naturalmente dado ao homem pelo nascimento (como o instinto) non pode, nem serve de base para sua conceituacion estética. Essa concepcion, conflui com o mito do bom selvagem de Rousseau, concebido dos tupis brasileiros.

Daí um retorno a vida pastoril, da concepcion do homem como parte unitária com os animais e a natureza.
Após esta constatacion, uma grande parte dos nacionalistas, a partir dos anos 70, foram abraçando o mundo do paganismo. Em 1980 foi editada a “bíblia” pagan:“Como se pode ser Pagan” de Alain de Benoist, onde eston expostas as bases essenciais do paganismo moderno.

Em suas linhas, Benoist, enfoca que o grande objetivo do paganismo é unificar a cosmologia pagan e a aceitacion de que NON acreditamos em Deuses. Non somos
deístas num sentido religioso-pessoal, como acontece no Cristianismo. Non existe um Deus enquanto Deus-pessoa, mas antes como representacion dos valores da nossa concepcion global. Somos espiritualistas mas non sectários, nem adivinhos, nem magos, nem adoradores de Deuses pessoais. Somos pagans porque acreditamos nos valores do Paganismo, da Grécia clássica, num Mundo desinfectado do espírito mercantil.




Ver Também:

O Brasil Hespérico.

O Arcadismo Como Embrião do Nacionalismo Literário Brasileiro.

A Formação da Mulher Castilhista.

O Castilhismo Como Herdeiro dos Valores Clássicos.


Os Valores Clássicos nas Personagens Femininas do Filme Tropas Estrelares

Uma Grécia nas Ribeiras do Atlântico Sul.

Por um Novo Século de Péricles.

Uma Esparta ao Sul do Brasil






quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O Nacionalismo Como Tomada de Consciência e Defesa da Cultura Brasileira Contra o Imperialismo Cultural.

"Essa geração que curte roque é muito fraca, culturalmente falando. É a geração que lê gibi, não lê livros. A maioria dos grupos de roque, que eles chamam de "roque brasileiro", mas isso não existe — tem nomes tirados de gibi: Barão Vermelho, Jota Quest... Ou seja, eles só leram gibi e jornal, não podem fazer uma bela poesia, mesmo que tenham talento. E se tem talento, geralmente não partem para esse caminho. No que diz respeito à poesia e à música, o sujeito pode ser analfabeto, como é o caso do Patativa do Assaré, João do Vale ou Cartola. Alguns tiveram oportunidade de estudar, mas mal fizeram o primário. Essa geração, no entanto, foram criados sob o massacre. E fizeram suas músicas, que não eram brasileiras, de acordo com as que eles ouviam: o roque. E a literatura deles, na minha opinião, é literatura de redação de ginásio, do cara que lê gibi."

Não se deve confundir as influências culturais, que são naturais e espontâneas com o imperialismo cultural.

As influências culturais são naturais, como explica Tinhorão: " - são naturais quando são espontâneas. Se você pegar a música pantaneira, ela é muito parecida com a música paraguaia, mas por que? Porque há uma influência da música paraguaia no território brasileiro e da música brasileira no território paraguaio. É muito espontânea, porque alí não tem controle de fronteira; um tocador de guaraña ele vem às vezes tocar num daqueles cabarés de bandido, alí no Mato Grosso, pobre, com aquelas prostitutas baratinhas... Então ele fica lá tocando aquele treco, resultado: o compositor do Mato Grosso fica impregnado com aquela música da Guaraña, daqui a pouco, ele faz um negócio aguaranhado, é natural..

Agora este mesmo compositor, se ele veio pra uma cidade grande do Mato Grosso, ele vai ser bombardeado pelo rádio, pela TV, aí quando ele fizer o chamado roquinho brasileiro já não é autêntico, porque não é normal ! Não é uma influência normal, é uma coisa imposta e artificial".

Uma vez que surge a consciência dessa imposição cultural, desse imperialismo cultural, a ideologia nacionalista surge como reação e negação dessas influências. De se opor ao que destrói sua cultura nacional. 

O Nacionalismo é a tomada de consciência da cultura brasileira, e como brasileiros a tomada de sua defesa.  

Antes do fim da II Guerra tínhamos um repertório que ia de Dorival Caymmmi a Ari Barroso, Noel Rosa, Cartola, Villa Lobos, gênios notáveis!

Com a busca de mercado pelas multinacionais fonográficas lançando seus tentáculos no Brasil, as rádios passaram a tocar música estrangeira, não que fossem boas, mas porque as pagavam e ainda pagam pra isso! E eis o resultado.... "eguinha pocotó", "funk", todas essas porcarias surgiram no vão de músicas estrangeiras.

O imperialista crava a cultura dele no meio da sua, esmaga a sua e a cospe fora. Todos os meninos, hoje, falam inglês. Hoje se escuta muito mais inglês do que português. As gírias, criação do povo e fazem parte da mutação da língua, são em inglês.

É nesse cenário que surge a Bossa Nova. No mesmo diapasão da Bossa Nova veio a o "Iê iê iê"(já não bastasse o ridículo do nome), Tropicália.... e no que isso resultou? No que se convencionou chamar de "Roque Brasileiro", que de brasileiro não tem nada! Pura e simples importação, corroborando para perda da identidade musical brasileira, e sua degradação.

A publicidade e a propaganda agem diretamente nos desejos das pessoas, novelas e programas de TV, induzem o gosto das pessoas exibindo roteiros, cenários, estilos de vida de personagens e apresentadores. O mesmo acontece com as produções cinematográficas que, na sociedade atual, também foram transformadas em objetos de consumo. Assim, visa-se o consumo dos produtos dos países centros pelos países periféricos. Por cada música da Britney Spearl consumido aqui, nossos reais são convertidos em dólares e nossas divisas enviadas para fora com o pagamento de "royaltes" e direito autorais, além de impedir o surgimento de uma indústria cultural nacional geradora de produtos, empregos e renda. Ou seja, ficamos mais pobres e eles mais ricos! 

A França, na União Européia - UE, fez impor oque se designou chamar de "exceção cultural", resguardando seu setor audio-visual. Medida que permite o governo francês subvencionar o teatro, o cinema, impor cotas de difusão de filmes, músicas ou programas de TV, estabelecer benefícios fiscais, enfim, proteger sua criação artística e cultural.

É diante dessa superficialidade estrangeira, quando você tem um conhecimento profundo a respeito de alguma coisa, e passa a renegar essas influências externas, dizem que você é radical. Mas radical é aquele que foi na raiz e aprendeu, sabe dialogar a respeito do que aprendeu, diferente dos alienados. E são esses alienados, corrompidos por influências estrangeiras, que te rotulam de radical, como se isso fosse um xingamento.

Para finalizar merece ser repensada uma colocação do compositor Paulo César Pinheiro, autor de mais de 1500 músicas compostas, dos quais 900 gravadas:

"No lugar que hoje poderia estar o samba mais bonito do mundo, está um rap que não é brasileiro — que não é nem música, aliás, é uma forma de verso falado com um ritmo chato embaixo. Aquilo que a gente dizia, a revolução que a gente trazia nas letras da nossa época, tinha como base músicas muito bem feitas. Hoje, a reclamação é feita com a música do país contra o qual se reclama. Ou seja, está tudo errado.".


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O Arcadismo Como Embrião do Nacionalismo Literário Brasileiro


No séc. XVIII, o Brasil atingiu um momento decisivo da sua história. É a época da criação da consciência histórica no brasileiro. A descoberta e posse da terra, as façanhas bandeirantes, a defesa contra o invasor, deram lugar a uma consciência comum, a um sentimento da figura do ‘brasileiro’, mestiço de sangue e alma.

A descoberta das minas, transferiu o eixo econômico, no Brasil, a província de Minas Gerais, onde se desenvolveu uma sociedade dada ao fausto e à cultura, máxime em Vila Rica, capital da província. Os recursos econômicos e as riquezas aumentaram, a população cresceu, a vida das cidades melhorou, a cultura se difundiu. Aí a fermentação econômica e cultural deu lugar a que se reunisse um grupo de intelectuais e artístas, a Arcádia Ultramarina. De assinalar que a obra "De Gestis" (A Saga) do Padre José de Anchieta, de 1563, é uma obra precursora de características clássicas, anterior ao "Os Lusíadas" de Camões, sendo o primeiro poema épico das Américas! Seguindo o espírito Renascentista da época, que contudo, por ser fruto individual, não constituiu uma escola literária.

Antes, o Arcadismo surge em Portugal em  1746 inspirado pelas ideias racionalistas de Luís António Verney, que publica as cartas que compõem o  "Verdadeiro Método de Estudar", obra que critica o ensino tradicional e propõe reformas visando colocar a cultura portuguesa a par com a do resto da Europa. Feito que será implementado por Marquês de Pombal (1750-1777).

Thomas Cole - O Curso do Império, Arcadiano.


O Arcadismo é difundido no Brasil em  1768 com a fundação da “Arcádia Ultramarina”, também chamado grupo plêiade ou “escola mineira” em Vila Rica, e a publicação de “Obras Poéticas”, de Cláudio Manuel da Costa. Dentre outros autores estão Basílio da Gama e seu O UruguaiSanta Rita Durão com Caramuru , como também o poema Vila Rica, de Cláudio Manuel da Costa, além de Tomás Gonzaga, que constituem a primeira escola literária brasileira.
Tomás de Gonzaga. dedicou se
"Tratado de Direito Natural" 
ao Marquês de Pombal.

Constituem eles o início do lirismo brasileiro, ´pela transformação do veio nativista e da exaltação da natureza, pela adaptação da temática clássica ao ambiente e homens locais, com sentimentos e emoções peculiares; em suma, fundindo o individualismo, sempre subordinado ao interesse nacional, ao sentimento da natureza e o ideal clássico. Até o desabrochar do romantismo, foi justamente graças ao espírito arcádio que se manteve o ideal nativista, contrabalançando a tendência passadista do neoclassicismo, cuja marca exterior mais forte foi o gosto da linguagem arcaizante, quinhentista, dita ‘clássica’. E isso se deve também ao fato de, pela primeira vez, se reunirem grupo de artistas conscientes de seu oficio e superiormente dotados de valor.

De todas as formas neoclássicas, a corrente arcádica foi a que maior influência assumiu no Brasil. O espírito nacionalista desabrochava por toda parte.  O espírito neoclássico que se infiltrou nas mentes luso-brasileiras, procurou combater o barroquismo em nome dos ideais de precisão, lógica e medida e da restauração das normas clássicas em oposição ao tradicionalismo medieval e religioso. Esse ideal neoclássico dominou o final do séc. XVIII e princípios do séc. XIX, aparecendo em alguns escritores tingidos de elementos pré-romanticos, como o sentimentalismo e o nacionalismo.

A reação clássica com o arcadismo significava uma volta à simplicidade e pureza dos antigos, numa identificação com a natureza, aonde residiria o bem e o belo, em contraposição aos centros urbanos corrompidos pelo espírito mercantil. Daí, a valorização da vida pastoril, pura e pacífica. A procura das qualidades clássicas da medida, conveniência, disciplina, simplicidade e delicadeza,.uma sensualidade inocente libertadora da castidez medieval, aonde a mitologia pagã é a fonte de inspiração e refúgio desse ideal, a ‘Arcádia’. 



poesia épica do Arcadismo brasileiro trouxe inovações, que a diferenciou em muitos aspectos do modelo europeu. Enquanto que na Europa o arcadismo se distancia das questões políticas, imergindo em um idílico êxta-se alheio a realidade, às portas da Revolução Francesa. Oque evidencia de forma muito clara, a alienação, a vida a parte que levava sua elite. No Brasil, os árcades se encontravam em plena ebulição política, herdeiros da pregação republicana de Felipe dos Santos com a Revolta de Vila Rica (1720) e eles próprios: inconfidentes mineiros. De ressaltar ainda que os temas da história colonial são valorizados, pondo a colônia como centro das atenções em meio à descrição da paisagem tropical do país e a inserção do índio como herói, mesmo que ainda coadjuvante do homem branco. São as novas perspectivas que começam a delinear uma literatura nacionalista, que terá sua maturidade com o Romantismo.


Ver Também:

A Formação da Mulher Castilhista.

O Castilhismo Como Herdeiro dos Valores Clássicos.

Os Valores Clássicos nas Personagens Femininas do Filme Tropas Estrelares

Uma Grécia nas Ribeiras do Atlântico Sul.

Por um Novo Século de Péricles.

Uma Esparta ao Sul do Brasil

domingo, 11 de dezembro de 2016

A Operação "Lava Jato" Conduzida Por Sergio Moro, Como Plano de Destruição Da Petrobrás e da Indústria Nacional.

Em fevereiro de 2007 a Petrobrás anunciava estar pronta para extrair petróleo abaixo da camada de sal a 7 mil metros de profundidade, o mundo ficou perplexo. O espanto foi ainda maior, quando em novembro do mesmo ano, anunciou-se que a bacia de Tupi em Santos tratava-se de uma mega jazida, interligada em um só bloco, que se estendia do litoral norte do Espirito Santo até Santa Catarina, cobrindo uma área 160 mil quilômetros quadrados, com capacidade para produzir de 70 a 100 bilhões de barris de petróleo. Um patrimônio de US$ 9 trilhões (dólares!), quase o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Um ano após esse anuncio, o Governo George W. Bush, por meio do Departamento de Estado dos EUA, reativou a IV Frota no Atlântico Sul (12 de julho de 2008).

A crise política no Brasil se instala logo após a descoberta da espionagem na Petrobras. A ação da mídia capitaneada pelas Organizações Globo e o Grupo Abril, somados com as ações de parte do judiciário, da polícia federal, dos especuladores da bolsa de valores, se completa com as do parlamento, com o Projeto de Lei - PL 131/15 que desobrigou a participação mínima da Petrobras no consórcio de exploração do pré-sal pela “condução e execução, direta ou indireta, de todas as atividades de exploração, avaliação, desenvolvimento, produção e desativação das instalações de exploração e produção”. De autoria do senador do PSDB, José Serra, para entregar a Petrobrás às “7 irmãs do petróleo” a preço de banana.




No afã de anunciar supostos prejuízos recuperados, que não houve, e a fim de impressionar a sociedade com o intuito de justificar o espetáculo-circense midiático, os promotores e o juiz Moro fizeram contas truncadas estipulando multas que, no caso de empresas que não fizeram delação premiada, ascendem, como mencionado, a dez vezes o prejuízo apurado. É uma forma de abalar a situação econômica das empresas e, portanto, a economia brasileira, a Petrobrás e o emprego.

Noticiavam (falsamente) que os recursos recuperados ascendiam a R$ 7 bilhões, com um esclarecimento de pé de página segundo o qual o valor real é dez vezes menor, pois multas sem precedentes são aplicadas acima do valor efetivo do suposto prejuízo, totalizando os R$ 7 bilhões. (J. Carlos de Assis - Economista, doutor pela Coppe-UFRJ.)

Assim, os prejuízos efetivos são de R$ 700 milhões, não R$ 7 bilhões.

As multas extravagantes arbitradas por Moro contornam de maneira abusiva a lei de leniência. Com o propósito de esgotar e liquidar as empresas financeiramente.

Sobre a atuação de Sergio Moro, a frente da operação "Lava Jato", eis oque expõe Moniz Bandeira:

Moniz Bandeira
"O juiz Sérgio Moro, condutor do processo contra a Petrobras e contra as grandes construtoras nacionais, realizou cursos no Departamento de Estado (Americano), em 2007. No ano seguinte, em 2008, o juiz Sérgio Moro passou um mês num programa especial de treinamento na Escola de Direito de Harvard, em conjunto com sua colega Gisele Lemke. E, em outubro de 2009, participou da conferência regional sobre “Illicit Financial Crimes”, promovida no Rio de Janeiro pela Embaixada dos Estados Unidos. A Agência Nacional de Segurança (NSA), que monitorou as comunicações da Petrobras, descobriu a ocorrência de irregularidades e corrupção de alguns militantes do PT e, possivelmente, passou informação sobre o doleiro Alberto Yousseff, a delegado da Polícia e ao juiz Sérgio Moro, de Curitiba, já treinado em ação multi-jurisdicional e práticas de investigação, inclusive com demonstrações reais (como preparar testemunhas para delatar terceiros). Não sem motivo o juiz Sérgio Moro foi eleito como um dos dez homens mais influentes do mundo pela revista Time. Seu parceiro, o procurador-geral Rodrigo Janot, acompanhado por investigadores federais da força-tarefa responsável pela Operação Lava Jato, em fevereiro de 2015, foi a Washington buscar dados contra a Petrobrás e lá se reuniu com o Departamento de Justiça, o diretor-geral do FBI, James Comey, e funcionários da Securities and Exchange Commission (SEC)Sérgio Moro e Rodrigo Janot atuaram e atuam com órgãos dos Estados Unidos, sem qualquer discrição, contra as companhias brasileiras, atacando a indústria bélica nacional, inclusive a Eletronuclear, levando à prisão seu presidente, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. E ainda mais eles e agentes da Polícia Federal vazam, seletivamente, informações para a mídia, com base em delações obtidas sob ameaças e coerção, com o objetivo de envolver, sobretudo, o ex-presidente Lula. Os danos que causaram e estão a causar à economia brasileira, interna e externamente, superam, em uma escala muito maior, imensurável, todos os prejuízos que a corrupção, que eles dizem combater. E continua a campanha para desestruturar as empresas brasileiras, estatais e privadas, como a Odebrecht, que competem no mercado internacional, América do Sul e África." - Moniz Bandeira.




Os procedimentos de Moro, um juiz doutrinado pelo Departamento de Estado norte-americano, significam em última instância quebrar financeira e economicamente as grandes empresas brasileiras a fim de abrir espaço para as empresas estrangeiras, sobretudo norte-americanas.

O mal resultado do PIB em 2015, já era explicado como efeito colateral da "lava jato", Joaquim Levy então ministro da fazenda disse que: "a cada um bilhão que a Petrobrás deixa de investir, representa menos 2 bilhões no PIB".

A Petrobrás investe 100 bilhões de reais por ano, opera 326 navios, 35.000 quilômetros de dutos, 15 refinarias e 134 plataformas de produção de gás e de petróleo. Havia feito ressurgir a indústria naval, com aumento de 2 mil empregados para 85 mil. (Adriano Benayon)

Almirante Othon Silva, "Pai do Programa Nuclear Brasileiro",
condenado na operação "Lava Jato".
Paulo Leme, Presidente do banco Goldman Sachs, (um dos gigantes de Wall Street!) no Brasil, afirma sem meias palavras: “Sérgio Moro, quebrou o Brasil”. 

Metade do Investimento do Brasil - segundo Leme - vem do núcleo "Petrobras - empresas de engenharia". Que o Moro destruiu, passo a passo, meticulosamente, entre uma ida e outra a Washington.

A operação “lava jato”, “esquentou” informações conseguidas por meio da espionagem, com a violação de tratados internacionais e a violação da soberania do Brasil e cujo o foco principal foi derrubar a Presidenta Dilma Roussef, impossibilitar a candidatura de Lula em 2018 e, inviabilizar a Petrobrás, para que seja vendida (doada) a preço vil.



domingo, 23 de outubro de 2016

Nacionalidade e Nacionalismo.

"Um Estado gigante, um verdadeiro continente,
uma nação-continente!"

Pierre Deffontaines,
proeminente geográfo francês
ao se referir ao Brasil.


Ante o deturpamento generalizado do conceito de nacionalidade, devemos nos ater ao conceito de nação e por desiderato de nacionalismo.

Nação como denuncia a própria terminologia significa “nascidos de...”, oque compreende uma ascendência comum. Nem precisaríamos recorrer ao termino grego “genos”, que também remete a uma ancestralidade comum.  Na Grécia homérica a organização política se baseava no genos, equivalente a clã, sendo o genos governado pelo mais velho e passado ao primogênito.

Na Gália, Júlio César reporta, que todos os gauleses afirmavam descender de Dis Pater.

Os irlandeses guardaram essa tradição mítica e referiam à Galiza, como o berço do qual descendiam. Cria-se que Breogan era o avô-divino da teuta.

Para os celtas, mesmo os filhos adotivos, não provindos diretamente dos laços matrimoniais, eram tidos como parte da teuta(nação), por possuírem essa descendência comum.

No atual hino da Galiza, seu autor, Pondal, alude a Breogan como mítico progenitor de todos os galaicos. A "nação de Breogan", de todos aqueles com ascendencia em Breogan, todos os seus descendentes. 

De modo que, o conceito de "nação", remete a uma descendência comum de algum personagem mítico, ou sanguínio (o genitor)". Na antiguidade a transmissão cultural: valores, crenças, línguas, etc....  estavam intrinsecamente interligados a descendência, porque assim se operava a transmissão cultural, de forma orgânica. Mesmo povos eventualmente submetidos, tendiam a se integrarem e assim eram absorvidos.

De sorte que o deturpamento ideológico atual, de “nacionalismo” no Séc. XX, é flagrante, em completo desalinho com sua concepção original. Especialmente na idéia difundida da equiparação do conceito de “nação” a um padrão racial. Oque são coisas distintas.

Por “raça” se compreende um padrão homogêneo de caracteres físicos de um agrupamento humano. Quando a antropologia passou a se debruçar com mais vigor sobre o assunto, vários estudiosos da época, já apontavam que os grupos raciais humanos, em especial os da Europa, já se encontravam amplamente misturados.

Então se levarmos em conta a “raça” como equivalente a um elemento definidor da nacionalidade, para efeito de lógica, mesmo recuando no tempo e no espaço, no início das formações nacionais da Europa. NENHUM! Nenhum país atualmente subsiste como entidade nacional. O caso da Alemanha é sintomático, a Baviera, de raça alpina(majoritariamente, havendo outros elementos presentes), contraposta ao norte saxão. Sem levar em conta as profundas diferenças culturais de credo e língua, completamente antagônicos. De mencionar ainda o berço da “nacionalidade alemã” com a antiga Prússia, báltica, sem qualquer ligação com os germanos. Falamos da Alemanha apenas por uma questão simbólica, de sempre mencionarem-na como exemplo de um corpo nacional. Itália, França, Inglaterra, Espanha, Rússia, etc.... são casos ainda mais gritantes.

Reiteramos que a definição da nacionalidade não se liga a um padrão racial homogêneo, que é um deturpamento ideológico surgido em fins do Séc. XIX. Mas sim, a uma origem comum, consanguínea. Oque não necessariamente resulta em um padrão racial.

É bem possível, e natural, que um agrupamento humano, estabilizado, que não sofra influxos externos, venha constituir com o tempo, e de forma orgânica, um padrão racial homogêneo. Sendo isso conseqüência e não fator original de sua unidade. 

Contudo, não basta a consanguinidade. O fator decisivo para configuração de uma nacionalidade reside na sua unidade política, Assim pois, se explica as diversas tribos celtas, nunca terem constituído uma nação, pois lhes careceram de unidade política, que lhes conferissem esse status quo.E no que pese, antes dominarem praticamente toda Europa continental, todas caíram sob julgo de outros povos, com exceção de Portugal, que se constituiu como nação, e veio a ser o único país de orígem celta com soberania. A Irlanda, só recentemente consegue ascender a soberania e mesmo assim, não conserva seu nome de orígem "Eire", tomará o nome dado por seus algozes ingleses "Ireland". Eslavos, germanos, helenos.... são todos povos que dispõe de uma orígem comum, mas se encontram pulverizados em diversas nações, isso porque reiteramos, o fator decisivo para a nacionalidade reside na unidade política. 

Língua, religião e raça, são características precárias e efêmeras da nacionalidade. Esses fatores se constituem mediante a vida comum do agrupamento humano e podem mudar com o tempo. Os atuais portugueses, antes da invasão romana não professavam o cristianismo, não falavam latim, com o tempo passaram a falar latin-vulgar, oque depois veio a ser o português com resquícios de sua língua celtóide. Reiteramos que a transmissão cultural ocorre inicialmente pela descendência, porque essa é sua forma orgânica de transmissão originalmente. 

Alguns autores, falam da necessidade de haver consciência da nacionalidade. Somos de acordo, apenas ponderamos que essa "consciência" se materializa mediante uma unidade política. 

Finalmente aplicando esses conceitos aos brasileiros, vemos de forma muito evidente como os brasileiros constituem uma nacionalidade mais do que de quantas haja na Europa ou no resto do planeta. A primeira formação nacional das Américas! Anterior a imensa maioria das atuais formações nacionais europeias.

Todos os brasileiros, praticamente em sua esmagadora maioria, tem como ancestralidade comum aquela proto-célula luso-tupi que lhes deu a base da nacionalidade. Um Estado próprio, um território próprio, uma unidade política incomum para um país de proporção continental, que nem Rússia, nem EUA, nem tão pouco Canadá detém. 

Este Estado do Brasil que desde o Séc. XVI é visto como unidade política, com armas e brasões próprios. Mesmo a política mesquinha da Metrópole quando tenta bipartir o Brasil em dois, o Estado do Maranhão, todo aquele norte, com o Brasil ao sul, não passam de atos infecundos, porque a unidade do Brasil já estava feita e a vida nacional segue normalmente. 

As levas de imigrantes despejadas no Brasil, ao contrário do que sucedeu nos EUA, Argentina e Uruguai, nunca suplantaram a população original. ao contrário do que ocorreu na Argentina, a ponto de se dizer que os descendentes de seus heróis de 17, foram substituídos por gente outra estranha a sua história. No Brasil não, o contingente imigratório sempre foi ínfimo ao da população original. De se assinalar, que mesmo esse baixo contingente, logo em sua primeira geração se liga aos nacionais. No caso da imigração italiana, a segunda mais numerosa, 70% de italianos imigrados, em sua primeira geração, casam-se com brasileiras e 40% das italianas com brasileiros.  

A ressaltar que o maior corpo imigratório para o Brasil, de longe, foi o português, vindo depois italianos e em terceiros "espanhóis" sendo 80% desses galegos, daí a imigração espanhola ter passado tão desapercebida entre os brasileiros. Contingentes alemães, japoneses tão insistentemente repetidos pela boca de alguns, foram agrupamentos insignificantes. Basta comparar os números dos 3 maiores grupos imigrantes do Brasil (portugueses, italianos e espanhóis) e comparar aos dos EUA, para mensurar o quão ínfimo foram os corpos imigratórios para o Brasil. Mesmo a imigração italiana para a Argentina foi muitíssimo maior do que a ocorrida no Brasil.

Em suma, tudo isso apenas para ficar evidente que não houve impacto populacional na recente imigração para o Brasil. 

De mencionar ainda que alguém que analise a distribuição humana no Brasil, notará que determinadas faixas apresentam um maior ou menor grau de determinado biotipos humanos. A Faixa litorânea, que se estende de Pernambuco ao Vale do Paraíba em São Paulo. Apresentará um maior número de biotipos mulatos, isso porque era zona canavieira, que se empregou mais amplamente o trabalho escravo. Oque não desnatura serem populações com mesma origem luso-tupi presentes em todo o território nacional, apenas variando em seu maior ou menor grau com outros contingentes. 

Tudo isso já foi amplamente dito e repetido por historiadores e antropólogos brasileiros e comprovado geneticamente. Sérgio Penna, geneticista, e profº da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, após realizar amplos estudos genéticos na população brasileira constatou que os brasileiros de diferentes regiões são geneticamente muito mais homogêneos do que se esperava. Segundo o geneticista Sérgio Pena:

“Pelos critérios de cor e raça até hoje usados no censo, tínhamos a visão do Brasil como um mosaico heterogêneo, como se o Sul e o Norte abrigassem dois povos diferentes. O estudo vem mostrar que o Brasil é um país muito mais  integrado do que pensávamos.”.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

"Identitarismo" e Nacionalidade - A Posição Castilhista.

O Castilhismo, como ideologia nacionalista, só reconhece uma única identidade étnica e nacional no Brasil, como de fato somente há, a brasileira. Darcy Ribeiro, um dos expoentes do nosso Trabalhismo é expresso e claro nesse sentido:

“Os brasileiros se sabem, se sentem e se comportam como uma só gente, pertencente a uma mesma etnia. Vale dizer, uma entidade nacional distinta de quantas haja, que fala uma mesma língua, só diferenciada por sotaques regionais, menos remarcados que os dialetos de Portugal. Participando de um corpo de tradições comuns mais significativo para todos que cada uma das variantes subculturais que diferenciaram os habitantes de uma região, os membros de uma classe ou descendentes de uma das matrizes formativas.

Mais que uma simples etnia, o Brasil é uma etnia nacional, um povo-nação, assentado num território próprio e enquadrado dentro de um mesmo Estado para nele viver seu destino. Ao contrário da Espanha, na Europa, ou da Guatemala, na América, por exemplo, que são sociedades multiétnicas regidas por Estados unitários e, por isso mesmo, dilaceradas por conflitos interétnicos, os brasileiros se integram em uma única etnia nacional, constituindo assim um só povo incorporado em uma nação unificada, num Estado uniétnico. A única exceção são as múltiplas microetnias tribais, tão imponderáveis que sua existência não afeta o destino nacional.” – Darcy Ribeiro

Darcy Ribeiro é ainda mais enfático em sua Carta aos Moços:

“Meu apego apaixonado pela unidade nacional começa pela preservação desse território como a base física em que nosso povo viverá seu destino. Encho-me da mais furiosa indignação contra quem quer que manifeste qualquer tendência separatista. Acho até que não poderia nunca ser um ditador, porque mandaria fuzilar quem revelasse tais pendores.

É de lamentar, porém, que vez por outra surja, entre eles, uns idiotinhas alegando orgulhos de estrangeiridade. O fazem como se isso fosse um valor, mas principalmente porque estão predispostos seja a quebrar a unidade nacional em razão de eventuais vantagens regionais, seja a retornarem eles mesmos para outras terras, como fizeram seus avós. Afortunadamente, são uns poucos. Com um pito se acomodam e se comportam.” - Darcy Ribeiro.

A defesa de identidades locais é completamente incongruente para quem quer que se diga nacionalista, antes é a negação da nacionalidade, além de incompatível com a centralização Castilhista, ou mesmo para aqueles que defendam um Estado no molde fascista. Caso ilustrativo, foi o de Otho Strasser, que lançou essas idéias no seio do partido nazista, rejeitadas por Hitler, razões que culminaram no seu assassinato.


Artigos Correlatos:

1.Identidade e Formação da Nacionalidade Brasileira.


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Exegeses De Adriano Benayon Sobre O Golpe Em Curso No Brasil.

Segue alguns apontamentos dos últimos artigos do ex-diplomata, economista e Profº Adriano Benayon, falecido em abril desse ano de 2016, sobre o golpe em curso no Brasil:

3. Não desminto a responsabilidade da atual chefe do Executivo (Dilma), nem a do ex-presidente Lula, em alguns dos fatos que têm sido difundidos e magnificados pelos mentores do processo de desestabilização daquela e de desmoralização deste.
4. Entretanto, não se deve ignorar que esse processo é patrocinado e teleguiado do exterior,  e que seu objetivo está longe de ser o bem do País. Muito pelo contrário.
5. Ele ganha corpo, desde o mensalão, julgado  no STF em 2012, e as manifestações de 2013, para as quais foram divulgados os abusos nas despesas superfaturadas e desnecessárias da construção de estádios e realização de obras para a Copa do Mundo de 2014.
6. Há corrupção em tudo isso, como também nas relações das empresas de engenharia com a Petrobrás.  Mas isso ocorreu, em dimensões até maiores, em administrações do PSDB e outras, sem que fosse deblaterado pela mesma mídia que vergasta os petistas. Mais grave, ainda: sem que sofra repressão do Ministério Público, da Polícia Federal ou do Judiciário.
17. Em artigo de 15.03.2016 -  A  Lavajato quer tirar Brasil do BRICS e CELAC – Beto Almeida observa que os governos petistas retomaram   políticas valiosas para a economia e a defesa nacionais,  que remontam a medidas do presidente Geisel (1974-1978):  apoio às empresas de engenharia nacionais, que – graças ao poder de compra de Petrobrás - desenvolveram capacidade competitiva em obras no exterior.
18. Recorde-se Henry Kissinger: “Não podemos tolerar o surgimento de um novo Japão no Hemisfério Ocidental.” O  império assegurou seu objetivo, desde agosto de 1954, fazendo o Brasil entregar, com subsídios, às empresas transnacionais o grosso dos mercados da indústria, iniciando a desnacionalização da economia brasileira.
19. Atualmente, com a Lavajato, o império anglo-americano faz demolir as empresas nacionais que sobreviveram à inviabilização, pela política econômica, de atividades de elevado valor agregado.

15. [...] a desestabilização do PT decorre de coisas como estas:
1) dos ganhos que os mentores do golpe pretendem auferir, atribuindo só à mais recente administração desgraças que decorrem principalmente de deformações estruturais gestadas ao longo dos últimos 62 anos;
2) ter feito investimentos em áreas estratégicas, como petróleo, defesa, apoiado empresas brasileiras em obras e no exterior e se aproximado dos BRICS.

17. fazendo justiça a Lula, no primeiro mandato, tomou medidas favoráveis à economia e deteve temporariamente a destruição da Petrobrás, encetada por FHC, desde a Lei 9.478/1997 e a infiltração de agentes de interesses externos na na ANP e na estatal.
18. Lula chegou a pôr em posições executivas da Petrobrás, técnicos, como Guilherme Estrella e Ildo Sauer, que dirigiram as descobertas das grandiosas reservas do pré-sal, além de ter conseguido aprovar a Lei que instituiu regime especial para a exploração dessas reservas.
19. Mas a qualidade das administrações da Petrobrás voltou a deteriorar-se sob Dilma, com Graça Foster e muito mais com o atual Bendine, que só parece pensar em liquidar a empresa.
21. Então, é desastrosa a atuação da presidente Dilma, em áreas cruciais como o petróleo e a eletricidade, em manteve o sistema de caos programado, instituído por FHC, e acabou tornando a Eletrobrás praticamente falida? Sim.
22. Entretanto, constatar esses fracassos não leva a concluir que a devastação do patrimônio do País não será ainda mais incrementada, se o Executivo for assumido por qualquer dos opositores.

Em seu último artigo, publicado em 05 abril, “Antecedentes da enganação”, Dr. Adriano termina com uma nota sobre a votação ocorrida na câmara no processo do Impeachment contra a presidente Dilma Rousseff:

“O que mais impressionou, afora a ignorância de tantos representantes da prostituição política reinante, foi o cinismo: enrolados na bandeira pátria, gritando 'Viva o Brasil!', enquanto aceleram a demolição do pouco que falta para completar a alienação da soberania nacional, operada de 1954 até hoje... O império angloamericano vale-se de irrecuperável regime político, formado e controlado por ele, e colhe mais frutos dos investimentos em ignorância e corrupção que realiza, há mais de 70 anos, no País.” - Adriano Benayon.