terça-feira, 19 de abril de 2011

Insígnias e Símbolos do Nacional-Trabalhismo

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Insígnia, a insígnia castilhista foi inspirada nas ferras de marcar gado, que moldaram os antigos brasões das famílias sertanejas. Ariano Suassuna viu semelhanças entre 'as formas meio hieroglíficas dos ferros sertanejos mais abstratos' com alguns dos signos ligados à astrologia, ao zodíaco e à alquimia, tendo os primeiros fazendeiros escolhido para seus ferros os símbolos astrológicos de seus signos e planetas pessoais. Ariano estudou a fundo as formas que encontrou e as relacionou com a simbologia antiga. Segundo ele, o traço vertical, chamado tronco, representa o céu; o horizontal, ou puxete, significa terra. Os dois juntos podem formar o galho, a união imperfeita entre o divino e o ser humano. Ou ainda a cruz, a união perfeita entre ambos. 

A insígnia castilhista parece tomar forma de um caduceu, que consiste em um cetro entrelaçado por duas serpentes, simbolizando a harmonia entre os contrários, o equilíbrio, a paz, a justiça. Também, poder-se-i-a fazer alusão a uma espada erigida a forma da antiga Deusa Justiça Nike? Ou seria a retratação simbólíca de um cetro significando o Estado que se interpõe entre o capital e o trabalho harmonizando sua relação, assentado sob uma base horizontal, simbolizando a estabilidade, sua solidez? Não importa.... o símbolo transcende suas explicações. 

O Uiraçu ou Gavião Real ornam a faixada do Catete como testemunhas e guardiões para eternidade da época do governo Vargas. O Uiraçu é a maior ave de rapina do planeta, um tótem autóctone do Brasil. Seu porte, sua força, o domínio que exerce é a própria imagem do Brasil que almeijamos: potente, livre, soberano!

Por fim Vargas, Goulart e Brizola, são íncones do Trabalhismo, sem nos esquecermos de outros tão importantes quanto: Júlio de Castilhos, Pinheiro Machado, Monte Arraes, Alberto Pasqualini, Darcy Ribeiro.... homens que inspiram e nos guiam os passos, como que evocando o antigo lema positivista:  "os vivos são sempre e cada vez mais governados pelos mortos".

"Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência." - Getúlio Vargas.


Por fim, o lenço vermelho rememora a Revolução de 30, a única revolução vitoriosa que tivemos. O lenço castilhista, corrente a qual somos herdeiros, era branco, sendo que no curso da Revolução de 30, Getúlio, que era castilhista, adotou o lenço vermelho (que era usado pelos maragatos) como símbolo de conciliação e união entre as duas correntes.
Eia Sus!!




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