sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Por um Novo Século de Péricles!

“A constituição que nos rege nada tem que invejar à de outros povos; não imita nenhuma e, ao contrário, serve-lhes de modelo. Seu nome é democracia, porque não visa o interesse de um a minoria, mas o benefício da coletividade. Tem por princípio fundamental a igualdade. Na vida privada a lei não faz discriminação alguma entre os cidadãos; na vida pública, a consideração não se adquire por nascimento nem fortuna, mas, unicamente, pelo mérito; não são distinções sociais, e sim a competência e o talento que abrem o caminho as honrarias. Em Atenas, todos entendem e se preocupam com a política e o que se aborrece com assuntos políticos é considerado como um ser inútil. Reunidos em assembléia, os cidadãos sabem escolher saudavelmente as melhores soluções, porque não acreditam que a palavra prejudique a ação, desejando, ao contrário, que a luz surja da discussão.” – Péricles.
 

 A época atual parece inaugurar um novo Século de Ouro que marcou o esplendor cultural da Grécia sob o governo de Péricles, pai da democracia grega. Em que se observa uma forte tendência nas constituições contemporâneas em se ampliar as formas de participação direta da população nos pleitos democráticos, pelos mecanismos de participação ativa tais como Plebiscitos, Referendos, Leis de iniciativa popular, Revocação de Mandatos(“Recall”), etc.... institutos democráticos que ferem de morte as oligarquias plutocráticas que dominam os países ocidentais e explicam sua violenta reação a esses institutos.

É interessante observar a predileção dos EUA em regimes representativos, e oque justificaria esse especial interesse ianque em regimes representativos? A resposta é simples, sistemas representativos privilegiam o domínio de oligarquias, “o domínio de uma minoria sob uma maioria”, como conceitua Aristóteles, em detrimento dos interesses coletivos, nacionais. O aliciamento de “autoridades” da cúpula do regime oligárquico se mostra uma tarefa fácil via subornos e propinas para que passem a defender interesses externos. Ao mesmo tempo esses agentes políticos que se prostituem se tornam dependentes porque sua permanência nos cargos políticos exigem uma contínua fonte de divisas, providas pelo imperialismo(agente corruptor) para suas reconduções aos respectivos cargos. Pois a vitória nas eleições são determinadas pelo poder econômico. Assim, gera-se um ciclo vicioso em que o controle político é regido por marionetes, governos fantoches do imperialismo. E as armas capazes de nos livrar desse ciclo vicioso e quebrar os grilhões reside nos mecanismos de participação ativa, em que as decisões políticas são regidas diretamente pela nação.
O caso de Honduras é sitomático, uma mera consulta popular sem qualquer caráter oficial intentado pelo Presidente Zelaia, foi visto como um péssimo exemplo que deveria ser a todo custo abortado. Honduras sempre foi um enclave dos EUA na América Central de onde partiam ações terroristas para desestabilizar governos e base de operações das CIA na invasão a outros países americanos. Eventual perda do controle político de Honduras significaria o fim dos tristes e sombrios tempos de domínio dos EUA na América Central. E não titubiaram, mais uma vez, em depor e promover um novo Golpe de Estado na manutenção de seus interesses. Mas, como dizia Dostoievski: “podem arrancar uma ou duas flores, mas não podem impedir a primavera.”.

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