domingo, 8 de dezembro de 2013

Indumentária Brasileira


Cipriano Barata
A indumentária, vestes características de uma nação, constitui-se na exteriorização simbólica de um povo. Cipriano Barata, líder revolucionário brasileiro no I Império, foi pioneiro no uso da indumentária como afirmação de Brasilidade. Cipriano uasava roupas e calçados produzidos no Brasil em contestação aos produtos ingleses, usava ainda um chapéu de palha, muito comum entre a gente simples do Brasil, emoldurado com um ramo de Café símbolo então do Brasil na época.

A depender da época, a indumentária muda, posto novos materiais utilizados para sua confecção pela civilização na qual esta inserida a dada população, bem como o clima, classe social, etc... o tema é longo, e demasiado abrangente, daí abordaremos apenas alguns aspectos que entendemos serem típicos de uma indumentária brasileira. Vejamos um típico mameluco retratado por Albert Eckout, pintor holandês, quando de sua passagem em Pernambuco em 1630:
 
No quadro de Albert Eckout, o mameluco veste um “saio”, e encontra-se descalços e com as pernas despidas, oque denuncia sua baixa condição social, apesar de portar armas. Apenas homens livres com certo status portavam. No entanto, no Brasil, mesmo pessoas de baixa estirpe sempre portaram armas. Daí o dizer comum que em Pernambuco todos são “homens d´armas”.

Seu cabelo é revolto, ostentando ainda um estreito calvanhaque, seguindo a tendência da época.

 Notar a faixa de pele de onça que embainha a espada. Entre os tupis a passagem da infância para a idade adulto se dava com a primeira onça caçada, razão pela qual muitos a ostentavam orgulhosos.

O uso de gibões de couro de anta ou alcochoados de algodão, também é algo bem peculiar das tropas brasileiras. Embora, emblematizadas pelos bandeirantes paulistas, era de uso franco por todo o Brasil, como fica patenteado na relação de armamentos usados pelas tropas pernambucanas enviadas para Angola em 1665, oportunidade que tomaram parte na Batalha de Ambuíla reconquistando Angola e ampliando seu território sobre o Congo.

O couro de anta é de tal modo resistente, são paquidermes, tais como os rinocerontes embora o couro desses seja ainda mais resistente porém pouco maleável do que os das antas, que são capazes mesmo de resistir a tiros dos mosquetes da época. 

Os chapéus de abas largas era uma tendência europeia, porém muito adequado para o sol, embora os mais refinados fossem de material impróprio para os trópicos. Como adornos dos chapéus, estava em voga o uso de plumas adotado pelos franceses dos tupis.

Nos adiantando para o Séc. XIX, podemos observar uma peça tipicamente brasileira de uso dos tropeiros, que transitavam entre as frias montanhas de Minas, as garoas paulistas aos rigorosos invernos dos pampas, o Poncho.

O poncho era uma peça única que cobria dos ombros aos calcanhares, quando impermeabilizada, protegia os tropeiros também da chuva. 

típico tropeiro paulista do Séc. XIX, com faca na bota, esporas chilenas, chapéu de abas largas e o tradicional poncho.
É de se assinalar ainda por parte tanto dos tropeiros como da população pastoril de um modo geral o uso dos lenços. O lenço é um apretexto generalizado por essas populações, pela sua utilidade na lida com o gado, por proteger o dorso da insolação nas grandes distancias que singram conduzindo o gado, bem como por vezes levado ao nariz para proteger da poeira levantada pelo gado dos que seguem atrás da boiada.


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