segunda-feira, 21 de outubro de 2019

A Composição Genética dos Brasileiros - Menos Miscigenados, mais Europeus do Que se Cria.

A idílica imagem, do Brasileiro miscigenado está longe da realidade, e a genética a desmente. 

Antes, levantamentos demográficos já indicavam uma forte tendência dos brasileiros se casarem dentro de seus respectivos grupos étnicos e socioeconômicos ao longo de sua formação. Um recente mapeamento genético, o mais amplo sobre a ancestralidade brasileira já realizada, reforça esta visão, e revela um nível de miscigenação bem menor do que se cria.

Eduardo Tarazona Santos, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, através da EPIGEN-Brasil (projeto de investigação de predisposição da população brasileira em desenvolver doenças complexas tendo em vista do seu nível relativamente alto de miscigenação, o maior do tipo na América Latina), identificaram o quanto do genoma de 6.497 brasileiros, seriam de origem europeia, africana ou ameríndia.


Africana
Européia
Ameríndia
Salvador - BA
50,8%
42,9%
6,4%
Bambuí - MG
14,7%
78,5%
6,7%
Pelotas - RS
15,9%
76,1%
8%

Os resultados corroboram os estudos demográficos e históricos sobre a população brasileira. A estrutura social brasileira em seus dois primeiros séculos de formação se estruturou em torno de clãs consanguíneos (Ver: Clãs Brasilaicos), se processando os casamentos no seio do próprio clã parental, a miscigenação ocorreu de forma abundante, porém, essa se processou de forma extra-conjungal, gerando inúmeros bastardos, de modo que esses mestiços sempre ocuparam a camada baixa da população. Casos emblemático de entrelaçamentos interraciais se registra ao longo da história, mas são exceções e não regra. O percentual de genes europeus entre a população parda do Brasil revela bem essa faceta. 

Um recente trabalho do geneticista Sérgio Danilo Pena, da UFMG, mostra que a população que se auto-declara parda apresenta forte contribuição européia em seu DNA. Foram analisados o DNA de 934 brasileiros em quatro Estados: Pará, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Apresentando um percentual de genes europeus entre a população parda de 44% à 68,6%.


A contribuição genetica africana, é surpreendentemente menor do que a europeia mesmo entre os que se declaram negros, variando entre 27,5% à 45,9%; entre pardos 10,6% à 44,4%; e entre brancos: 7,7% à 24,4%. 

É de se observar que com exceção do Rio Grande do Sul, os outros três Estados, são especialmente bastante miscigenados, oque não ocorre no restante do país, oque se deduz que essa contribuição europeia seja ainda maior, como se comprova pelo estudo conduzido por Eduardo Tarazona, posterior a esse do Sérgio Pena. 

Esses levantamentos, são recentes. Décadas passadas, esse status quo deveria ser ainda mais definido, posto que, nos último anos, conforme dados do IBGE, tanto a população negra e parda tem aumentado em detrimento da branca, como tem-se registrado também o aumento de casamentos interraciais. 





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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Hy-Breaʃil - A Origem Céltica do Nome da Terra do Braʃil


Para oeste, além do horizonte, aonde o céu se funde ao oceano, existe uma ilha envolta em brumas que segundo os marinheiros que já a viram, torna a sumir diante de seus olhos. Dizem os antigos, ser a ilha Hy-Breaʃil uma terra em que não há fome, nem doenças, nem calor, nem frio excessivos, aonde se viveria em um perene estado de felicidade. Tal seria o paraíso terrestre para aqueles que a encontrassem. Diziam ser a terra do exílio de Marlin e do Rei Artur.

Os navegadores que se dirigiram o oeste parece terem se embebidos por essa lenda, e ter sido a fonte que deu o nome do nosso País. Antes da descoberta oficial do Braʃil, já era disseminado nos mapas náuticos a existência de uma suposta ilha chamada “Braʃil”. Inclusive uma das ilhas dos Açores levava esse nome, ficando até os dias atuais o nome a um monte nela localizado.

É de se registrar, a grande tradição celta do norte de Portugal e Galiza. E especialmente no norte português se fez a primeira a escola de navegadores que irá consagrar a éra das grandes navegações.

Nem seria preciso recorrer ao mito gaélico, para justificar o nome Braʃil, ante a tradição marítima dos portugueses e que já se evidenciava na alcunha da mencionada ilha nos Açores. Concorre decisivamente a presença bretã no Braʃil recém descoberto, que antecedeu a ocupação portuguesa nos 30 anos subsequentes a sua descoberta, praticamente abandonado e francamente frequentado por mercadores normando-bretões.

É de se assinalar que os nomes oficiais, Terra de Santa Cruz, de Vera Cruz, posta pelas autoridades portuguesas nunca pegou. Na boca da maruagem bretã, de língua gaélica, a terra era "Braʃil", se por influência do escambo do pau-brasil é uma possibilidade, mas parece certo ter concorrido o imaginário mítico que povoava aquela gente de navegadores.

Da parte dos portugueses, nome vulgar do Braʃil era “Terra dos Papagaios”, talvez tenha pesado mais a difusão do nome Brasil pelos bretões e normandos(os 2 principais elementos franceses que traficavam Pau-Braʃil) e uma vez que os portugueses vieram tomar posse definitiva da terra em 1530. O nome Braʃil já se encontraria amplamente de uso comum. Em um cenário permanente de guerra com os franceses, até mesmo depois da virada do século, quando somente em 1616 são definitivamente batidos e expulsos.

De toda sorte, advindo o nome Braʃil da árvore ou da ilha mitológica, o nome por certo é de origem celtóide: “bras”, brasa, vermelho ou “Hy-Braʃil” os do vermelho. 

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Una, Santa, Católica e Apostólica - A Verdadeira Igreja de Cristo.

"Cristão, só existe católico, o resto é herege!"

As Quatro Características/Atributos da Igreja, descrevem as marcas distintivas da verdadeira Igreja de Jesus Cristo, que são: una, santa, católica e apostólica.

Estas características foram dogmatizadas pelo Credo niceno-constantinopolitano, em 381, que professa: "Creio na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica". Estas palavras foram usadas durante a Reforma Católica para distinguir a Igreja Católica das demais denominações surgidas da Reforma Protestante, ditas "falsas igrejas".

A parábola do bom pastor (João 10:1-30), será determinante como fundamentação para rejeição das teses "arianas", que dominarão os debates do Concílio de Nicéia, como a alusão de haver "um só rebanho e um só pastor", que concomitante, a outorga de Cristo a Pedro, ser a pedra sob a qual fundará sua igreja (Mt 16, 17-19), prediz a Unidade da igreja de Cristo e sua natureza divina (princípio da santíssima trindade).
"Eu lhes asseguro que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora. Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos". Jesus usou essa comparação, mas eles não compreenderam o que lhes estava falando. Então Jesus afirmou de novo: "Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram.Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem. O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente."Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhasO assalariado não é o pastor a quem as ovelhas pertencem. Assim, quando vê que o lobo vem, abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca o rebanho e o dispersa. Ele foge porque é assalariado e não se importa com as ovelhas. "Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem;assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhasTenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la.Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai".Diante dessas palavras, os judeus ficaram outra vez divididos.Muitos deles diziam: "Ele está endemoninhado e enlouqueceu. Por que ouvi-lo? "Mas outros diziam: "Essas palavras não são de um endemoninhado. Pode um demônio abrir os olhos dos cegos? " Celebrava-se a festa da Dedicação, em Jerusalém. Era inverno, e Jesus estava no templo, caminhando pelo Pórtico de Salomão. Os judeus reuniram-se ao redor dele e perguntaram: "Até quando nos deixará em suspense? Se é você o Cristo, diga-nos abertamente". Jesus respondeu: "Eu já lhes disse, mas vocês não crêem. As obras que eu realizo em nome de meu Pai falam por mim, mas vocês não crêem, porque não são minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um".
João 10:1-30

Pedro - A pedra sob a qual Cristo edificou sua Igreja



“[....] Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.” Mt 16, 17-19

A sentença de Cristo a Pedro, evoca a profecia de Isaías, onde o Rei Ezequias remove de Sobna as chaves da casa de Davi e as entrega ao seu novo sucessor Eliacim (Is 22, 22): 
“Porei sobre os seus ombros a chave da casa de Davi: quando ele abrir, ninguém fechará; quando ele fechar, ninguém abrirá.”
Eliacim (Cf. 2Re 18, 37) é o vizir do reino de Israel e Judá. Uma espécie de cargo administrativo análogo ao de primeiro-ministro que conhecemos hoje, comum nos reinos da época. Basta recordar que no Antigo Testamento, o Faraó constituiu José administrador de todo Egito (Cf. Gn 41-47), lhe conferindo todo poder exceto o seu próprio trono.

A analogia com o episódio de José também ilumina as palavras de Cristo em Mt 16. José foi escolhido pelo Faraó a causa de uma revelação divina. Também Cristo escolhe Simão por ter revelado a sua natureza divina “Tu es o Cristo, Filho do Deus Altíssimo“. Paralelamente, como José, que recebe um novo nome do Faraó para a sua nova incumbência, também Cristo, para significar a nova missão de Simão, lhe chama Pedro, a “pedra” sob a qual se edificará sua igreja.

No contexto bíblico de Is 22 e Mt 16, as chaves são símbolo de autoridade jurídica e doutrinal. Cristo é o detentor das chaves do Reino dos céus (Ap 3, 7-8) e, em Mt 16 as delega a Pedro, seu vigário. Um oráculo do Senhor anunciava que Eliacim receberia a autoridade do reino de Israel. Assim também no Novo Testamento, Cristo, fundando o seu Reino, restaura tanto o reino davídico quanto o ofício de vizir e confere a Pedro a autoridade para guiar o povo na nova aliança.


A Primazia de Roma 

Os concílios ecumênicos dos séculos IV e V da era cristã se espelharam na primeira reunião eclesiástica de Jerusalém. O Concílio foi a forma em que a igreja cristã, enquanto organização estabelecida e espalhada por todo o Império, encontrou para dirimir os problemas de ordem eclesiológica, doutrinária e litúrgica.

Dependendo da tradição cristã, há a aceitação de uns em detrimento de outros:

·       Os protestantes históricos, aceitam apenas os quatro primeiros: Niceia (325), Constantinopla (381), Éfeso (431) e Calcedônia (451).
·       A Igreja Ortodoxa do Oriente aceita apenas os sete primeiros, incluindo 2º e o 3º de Constantinopla (553 e 680–681) e o 2º de Niceia (787).
·       Já a Igreja Assíria do Oriente, rejeita tanto Éfeso (431) quanto os posteriores.

Houveram ao todo 21 Concílios ao longo da história cristã, contudo, há uma concordância unanime entre as outras três tradições (protestante, ortodoxa, e Assíria) além da Católica (que reconhece todas as 21) quanto às decisões doutrinárias maiores tomadas somente nas seis primeiras, que vai de Nicéia à Constantinopla III.
Niceia (325), é o primeiro a reunir quase toda a cristandade para discutir sobre a divindade de Cristo, ante as teses heréticas do presbitero de Alexandria, Ário, e por assim dizer "arianismo". Para Ário, Jesus foi uma criatura de Deus. Ele acaba sendo condenado como herético e momentaneamente exilado. O Concílio proclama a igualdade de natureza entre o Pai e o Filho e redige o credo niceno.
Constantinopla (381), reafirma o credo niceno e expande ainda mais a compreensão sobre a doutrina da Trindade afirmando a natureza divina do Espírito Santo. Estabelece que o bispo de Constantinopla receberá as honras logo após o de Roma. Ele condena o apolinarismo, doutrina do bispo Apolinário que ensinava não haver alma ou mente humana em Cristo.
Éfeso (431), reafirma os cânones de Constantinopla e condena o nestorianismo, doutrina ensinada pelo bispo Nestor de que havia duas pessoas em Cristo, portanto Maria nunca poderia ser chamada de Theotokos, isto é, mãe de Deus,  pois ela gerou apenas a parte humana de Cristo. O concílio afirma a unidade pessoal de Cristo e a maternidade divina de Maria.
Calcedônia (451) Condenação do monofisismo, doutrina de um certo Eutikes que afirma haver em Cristo apenas uma natureza. O Concílio afirma a unidade completa das duas naturezas em Jesus Cristo – humana e divina.
Constantinopla II (553) Condena os ensinamentos de Orígenes e outros. Condena os documentos nestorianos designados “Os três Capítulos”.
Constantinopla III (680-1) Dogmatiza as duas naturezas do Cristo. Condena o monotelismo, doutrina que ensinava haver em Cristo duas naturezas distintas, mas apenas uma vontade divina.
No concílio de Éfeso (431) ocorreu uma solene proclamação da primazia petrina, chamando Pedro de Príncipe e cabeça dos apóstolos, e a coluna e fundamento da Igreja Católica, e ao mesmo tempo reconhece o bispo de Roma como seu sucessor, vejamos:
“Não há Duvida,e de fato, por todos os séculos é conhecido que o Santo e muito bem aventurado Pedro príncipe e Cabeça dos apóstolos, coluna da fé e fundamento da Igreja Católica, recebeu as chaves do reino das mãos do nosso senhor Jesus Cristo, salvador e Redentor do gênero humano, e a ele foi dado o poder de perdoar os pecados; e ele, em seus sucessores, vive e julga até o presente e para sempre ” (Concilio de Éfeso, 431. Discurso de Felipe, Legado del Romano Pontífice, Sessão III)
O mesmo ocorreu no concílio de Calcedônia, de onde havia aproximadamente 150 bispos, todos orientais e somente dois ocidentais (enviados pelo Papa) 
“Está é a fé dos Padres! Está é a fé dos apóstolos! Devemos crê-la! Seja anátema quem não crê! Pedro nos fala por meio de Leão... está é a verdadeira fé!” (Concilio de Calcedônia, Atas do Concilio, Sessão 2.)
“Por que o Santíssimo e bem aventurado Leão, Arcebispo da grande e Antiga Roma, através de nós, e através deste presente Sacrossanto Sínodo, junto com o três vezes bem aventurado e glorioso Pedro, o Apóstolo que é a Rocha e fundação da Igreja Católica, e a fundação da fé ortodoxa...”(Concilio de Calcedônia, Atas do Concilio, Sessão 3.)
Os concílios são tão importantes, porque consolidam a unidade doutrinária da igreja, rejeitando as heresias, muitas das quais que voltam a tona como é o caso das Testemunhas de Jeová que retomam as teses arianas de que Cristo não era igual a Deus, mas uma criatura do Deus verdadeiro. Tese rejeitada pelo Concílio de Nisseia, ou as teses protestantes que simplesmente ignoram o reconhecimento do primado de Roma sobre as outras igrejas reconhecido expressamente no Concílio de Éfeso, bem como a divinidade da maternidade de Maria. Todas essas questões, que há muito, já foram rejeitadas e que, mais de uma vez, fizeram prevalecer a doutrina de Roma, todas as vezes, reconhecidas pelas igrejas primitivas.


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terça-feira, 3 de setembro de 2019

O Combate de Getúlio Vargas aos Regionalismos e as Doutrinas Estrangeiras.

“O que, entretanto, caracteriza a evolução brasileira após a II Guerra é a falta de uma ideologia nacional e o abandono crescente e irresponsável de nossas crenças e dos mais legítimos interesses da população, pondo em risco a sobrevivência das falsas elites locais. Ideologias exógenas trazem para dentro do País seus conflitos. Impondo seus métodos e impedindo a identificação e a defesa dos nossos interesses mais essenciais.”

Bautista Vidal



Em uma passagem em que Elzira Vargas, filha de Getúlio, o indagara do porque não convocava o plebiscito para legitimar a Constituição de 37, Getúlio foi expresso em apontar como causa o regionalismo e a influência de doutrinas estrangeiras, expressando claramente sua contrariedade a essas duas chagas:
"[...] Não te passou ainda pela cabeça que os dois únicos partidos de âmbito nacional têm suas origens fora do Brasil: o comunismo e o integralismo? Todos os outros representam apenas interesses locais ou, quando muito, regionais." – Getúlio Vargas.
Essa exposição sucinta de Getúlio, sintetiza tanto sua aversão aos regionalismos como a influência estrangeira, como mais do que isso, expressa sua obra nacionalista. Todo apostolado de Getúlio, foi uma luta perene contra aqueles que querem dividir o Brasil. Inimigos da nacionalidade brasileira, inimigos do Brasil e dos brasileiros.

Desde o primeiro momento em que Getúlio pois os pés no Catete, deu início a uma guerra sem tréguas as facções regionais que dominavam o cenário político nacional. A política de interventores federais, implantada por Getúlio nada mais foi do que a retomada da "Política das Salvações" implementada por Hermes da Fonseca, eleito pela mão do poderoso Senador Pinheiro Machado, mentor de Getúlio, para esmagar as oligarquias regionais, concomitante a concepção castilhista de centralização administrativa, fundamental para o país. 

Foi essa política de interventores federais, de Getúlio, que motivou a Revolta de 32, e o rompimento com Flores da Cunha no RS, antes seu aliado. Lutero Vargas, filho de Getúlio, comentando os episódios que abalaram as relações entre Getúlio e Flores, comenta: "Meu pai veio para o Rio como gaúcho e voltou como brasileiro".

A política de Getúlio extinguiu TODOS os partidos regionais, inclusive, cortando na própria carne, com a extinção do PRR - Partido Repúblicano Rio Grandense, fundado pelo seu próprio pai, Manoel Vargas junto com Júlio de Castilhos.

Instaurado o Estado-Novo, a Queima-das-Bandeiras é outro momento, que mais do que simbólico, materializa o antagonismo de Getúlio ao embuste regionalista, quando expressa em seu pronunciamento:
"Temos motivos de sobra, para encarar os dias futuros com otimismo e confiança, atravessamos períodos difíceis no passado. Com as forças dispersas e malcaratadas, as rivalidades regionais e as constituições inadequadas, aumentavam a desorganização política e administrativa. Abolimos as bandeiras e escudos estaduais e municipais, os hinos regionais e os partidos políticos. Tudo isso se fez, visando consolidar a unidade política e social do Brasil." - Getúlio Vargas. 
Francisco Campos, então seu ministro é ainda mais expresso:
“Bandeira do Brasil, és hoje a única. Hasteada a esta hora em todo o território nacional, única e só, não há lugar no coração dos brasileiros para outras flâmulas, outras bandeiras, outros símbolos. Os brasileiros se reuniram em torno do Brasil e decretaram desta vez com determinação de não consentir que a discórdia volte novamente a dividi-lo, que o Brasil é uma só pátria e que não há lugar para outro pensamento do Brasil, nem espaço e devoção para outra bandeira que não seja esta, hoje hasteada por entre as bênçãos da Igreja e a continência das espadas e a veneração do povo e os cantos da juventude. Tu és a única, porque só há um Brasil ─ em torno de ti se refaz de novo a unidade do Brasil, a unidade de pensamento e de ação, a unidade que se conquista pela vontade e pelo coração, a unidade que somente pode reinar quando se instaura pelas decisões históricas, por entre as discórdias e as inimizades públicas, uma só ordem moral e política, a ordem soberana, feita de força e de ideal, a ordem de um único pensamento e de uma só autoridade, o pensamento e a autoridade do Brasil” - Francisco Campos, 1937. 
A Campanha da Nacionalização, que proibiu o ensino em língua estrangeira nas escolas, e mesmo seu uso em público e obrigando a troca de nomes estrangeiros por nacionais mostra o empenho de nacionalização por Getúlio.

Getúlio pois fim ao processo de imigração que ameaçava soterrar a nacionalidade brasileira, e frear o processo de germanização que ocorria no sul. Posteriormente, vindo a liberar a imigração portuguesa, delineando aqueles que se integravam ao corpo nacional, dos indesejáveis, que não se integravam.

Sua política de integração nacional, com a expansão para o oeste, e o assentamento de brasileiros em áreas desertas, ainda não povoadas, abertura de vias férreas, estradas, linhas de transmissão, o fortalecimento do catolicismo. Todos os atos de Getúlio colimam para um processo nacionalizador, como talvez, nunca até então houvera sido feito no Brasil. E eis oque nos diz o próprio Getúlio:
"Brasileiros! Debruçai-vos sobre o mapa da nossa Pátria! Observai o imenso domínio de que se apoderaram os nossos maiores, desprezando vicissitudes, retemperando o caráter, a cada hora, nas lides contra os acidentes naturais, recuando as raias da superfície geográfica até aos pendores da cordilheira dos Andes, galgando montanhas, transpondo caudais, varando saltos e cachoeiras, rompendo estradas em regiões inóspitas, drenando pântanos e alagadiços e assentando os alicerces de uma Nação de cerca de nove milhões de quilômetros quadrados!
Essa epopeia, entretanto, é sobrepujada por outra ainda mais impressionante e que deve encher de justo orgulho a todos vós. A manutenção da unidade brasileira constitui fenômeno sem paralelo na história dos povos modernos. O centrifugismo foi a lei que imperou em nosso Continente. Enquanto, ao longo das nossas lindes, os vice-reinados espanhóis se desagregavam, decompondo-se em dezenas de Estados; enquanto, na Europa e na Ásia, poderosos impérios se desarticulavam, mantínhamos com inquebrantável fidelidade o ritmo da nossa união sagrada. Nada nos separou, nada teve o dom de afrouxar os elos que nos soldam numa cadeia indivisível. A unidade brasileira é um dogma inviolável e um exemplo que nos servirá de bússola no rumo do porvir." - Getúlio Vargas.
Aqueles que falam em "Brasis", embalados por doutrinas externas, e que, sordidamente, evocam o nome de Getúlio, o fazem pelo mais vil oportunismo. Lobos em pele de cordeiro. Mais do que trair o legado de Getúlio, traem a nacionalidade, aos nossos ancestrais, a pátria. E o pior inimigo é sempre o interno, que atuam apunhalando pelas costas, a traição!

Nós castilhistas somos intransigentes em defesa dos interesses do Brasil, e não toleraremos infiltrados, nem tampouco, proximidade com quem quer que renegue a nacionalidade brasileira vomitando mentiras de que o Brasil seria "diverso", "multicultural", "complexo", "heterogêneo" dentre outras baboseiras para idiotas identitários. Brasil somente aos brasileiros!







segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Comunismo - A Linha Auxiliar do Imperialismo.

Segue uma seqüência de textos em que exporemos de maneira irrefutável, como o comunismo serviu de linha auxiliar ao imperialismo, especialmente estadunidense pós Segunda Guerra em toda ibero-américa. Começaremos pela Argentina, que pelo Peronismo ter se prolongado mais no tempo, até meados da década de 70', melhor pode se observar a atuação dos comunistas macomunados com os liberais.
Editorial 

Até antes de 1945, data do advento do Justicialismo/Peronismo na Argentina, o comunismo tinha grande penetração no país, especialmente nos setores universitários e operários.

Nas eleições de 1946, os comunistas formaram a "União Democrática", concentração de partidos de oposição ao Peronismo, em que, se misturaram radicais, comunistas, conservadores, democratas progressistas, etc., Em outras palavras, todos os partidos que viriam a apoiar o golpe que levou a instauração da ditadura na Argentina em 55. Nas eleições de 46, em que foi eleito, pela primeira vez, o General Perón, os comunistas tiveram em torno de 170.000 votos no total.

A política social de Peron, mudou esse quadro, provocando o esvaziamento nos sindicatos e movimentos estudantis das idéias comunistas. Vindo os comunistas, a serem os mais purulentos inimigos do peronismo, porque viram diminuir aceleradamente sua influência nas massas que, melhor atendidas em suas reivindicações e incorporadas à Nação através dos "Direitos do Trabalhador", logo se apressaram em dar as costas. É assim que, nas eleições realizadas em 1954, todos os votos comunistas, não atingiram 80.000.

É claro, então, que, entre os elementos que, nesse momento, preparavam uma revolução contra o Governo Constitucional, os comunistas constituíam um setor de agitações. É assim que os "generais argetinos que viriam futuramente depor Peron" já utilizavam os serviços comunistas antes, durante e depois do golpe de 1955.

Na Argentina, como em quase todas as partes, os comunistas revolucionários, que formaram o elenco da atual ditadura militar, se interessaram especialmente pelas universidades e sindicatos de trabalhadores, entidades que cooptaram através de colaterais comunistas organizadas tanto nas Universidades (Federação Universitária de Buenos Aires, FUBA.), como as organizações sindicais dos trabalhadores (Organização Mundial de Trabalhadores de Praga, Confederação latino-Americana de Trabalhadores de Lombardo Toledano e Sindicatos Livres dominados pelo partido Comunista). Não é preciso dizer que, nessa ação, os comunistas não estava, mas dirigentes, desde que se tratava de uma organização de "muitos gerais e poucos soldados".

Ao sobrevir o golpe de 55,  a ditadura entregou a direção da Federação Universitária de Buenos Aires, F. U. B. A. aos comunistas.

Os sindicatos aconteceu algo semelhante: as organizações operárias argentinas eram, em sua totalidade justicialistas e os dirigentes comunistas haviam sido literalmente varrido dos sindicatos. No entanto, os comunistas, consistentes em seu hábito de copa organizações, mantinham em disponibilidade seus quadros de dirigentes, que eram pagos pelo Partido, esperando o momento em que pudesse apresentar-se através do que se planejava contra o Governo Constitucional.

Produzida a revolução dos "gorilas", em 1955, uma de suas primeiras medidas foi a ação da Confederação Geral do Trabalho (CGT.) ocupando-a com marinheiros e colocando na sua intervenção a um marinheiro que dissolveu praticamente a todos os grêmios, utilizando para isso os elementos comunistas dirigentes e usando o fácil processo de fazer invadir os locais por indivíduos armados, policiais e marinheiros, vestidos com roupas civis, que uma vez despejados os verdadeiros líderes (peronistas), entregavam aos dirigentes comunistas. Tratar-se-ia depois de ir ganhando os trabalhadores por diversos sistemas, ligar depois das eleições e assim reconstruir as organizações sindicais, com elementos comunistas como líderes.

No entanto, tanto os "gorilas" como os comunistas não contaram que os justicialistas iam a defender criando organizações clandestinas, a partir das quais se iniciaram as ações de resistência.

A ditadura viu aparecer aqui várias organizações extrajudiciais que foram as efetivamente dirigidas aos trabalhadores . Nelas continha o que se chamou "a C. G. T." Negra "de C. G. T." única e intransigente, o "Comando Revolucionário dos Trabalhadores", etc., que não eram senão novas organizações ilegais criadas para manter a coesão dos trabalhadores justicialistas e defender as verdadeiras organizações sindicais contra a destruição que visavam a ditadura e os comunistas.

Quando a ditadura acreditou que havia preparado suficientemente o ambiente, através da desativação de todos os nossos dirigentes, que foram declarados fora da lei, dispôs as listas dos que deveriam votar para a eleição de dirigentes, que estavam excluídos, naturalmente, os peronistas e decidiram chamar eleições, sem se dar conta de que a massa continuava a ser cada dia mais peronista, graças à mesma conduta que a ditadura havia seguido com os trabalhadores e suas organizações. Para isso, constituiu uma entidade que chamou de "Intersindical", na qual, segundo seus desejos, deviam entrar os sindicatos que decidirem pelo disposto pela ditadura através de seu interventor. Mas esqueceram-se de que, se bem que contavam com os dirigentes comunistas, a massa ainda estava repudiando suas manobras. É assim que a referida "Intersindical", apesar das pressões e limitações, não os escolheu como eram os seus desejos, porque os sindicalistas infiltrados tendência justicialista, lhes malograram a fraude preparado nas eleições. Descobriu-se, assim, uma conjuntura peronista, apesar de ter votado apenas cinco ou dez por cento dos sindicatos, minuciosamente escolhidos pelos dirigentes comunistas.

Frente a esta experiência a ditadura não teve mais remédio que manter a intervenção e lidar com a agitação generalizada no interior sindical, que teve o governo de ditadura ligado permanentemente a graves conflitos de trabalho, em que as greves, o trabalho de desgano, a paralisação de grandes setores, a sabotagem e a resistência passiva e ativa, são alternadas com verdadeiras ações de insurreição.

Na década de setenta e um sindicatos que compõem a "Intersindical", apenas dezoito conseguiram enquadrar com dirigentes comunistas, em ambos os cinqüenta e três restantes, apesar realizado pela ditadura, foram copados por peronistas.

Há que ter em conta que se trata de uma minoria, pois os sindicatos argentinos passam de 2.500. Quer dizer que o resto está agrupado nas organizações peronistas clandestinas mencionadas antes.
Na atualidade, tanto na universidade, como nas organizações operárias, a aliança dos "gorilas" com o comunismo deu um resultado contraproducente para ambos, porque as arbitrariedades, massacres e perseguições que a ditadura fez com os trabalhadores, são elementais não só os militares que exercem o governo, mas também, os dirigentes comunistas que apoiam, estes campos, a ação dessa tirania. Os justicialistas, neste conceito, temos colhido ainda não temos semeado.
O cenário atual é muito favorável porque a Conjuntura criada pela ditadura para romper a frente peronista, foi bem localizado por nós, bem, nós temos não só nossas organizações na ilegalidade, mas também no que a ditadura considera como legal. Pouco a pouco se vai varrendo o comunismo, o endereço de alguns sindicatos e, finalmente, todas as organizações operárias serão justicialistas, qualquer que seja a manobra que a ditadura cria poder fazer para impedi-lo.

Algumas verificações comunistas na Argentina

Na última eleição realizada sob o Governo Constitucional, em 1954, para escolher o vice-presidente da Nação, votaram 89.624 comunistas em toda a República. Nas eleições realizadas em 28 de julho de 1957, para constituintes, ou seja, depois de dois anos de ditadura, os votos dos comunistas chegaram a 228.451, ou seja, que aumentaram quase duas vezes e meia a sua vazão. Isso explica muito claramente oque enumeramos na alínea anterior.

No entanto, isso não é tudo. Os marxistas, que em 1951 tiraram apenas 54.920 votos obtidos nas eleições previstas de 1957, o número de 525.565 votos, ou seja, mais de dez vezes o seu anterior caudal eleitoral. Isso mostra que entre comunistas e comunoides somam 754.016 votos que, em 1954, não passavam de 140.000, é dizer que o comunismo foi multiplicado na Argentina pós golpe.

Até meados de 1957, os moderados do Exército e da Marinha haviam preparado uma razzia de comunistas, que realizada de forma intensa, foi a causa de que se clausuraran todos os locais e seus líderes fossem confinados em uma das inúmeras prisões flutuantes que a tirania mantém em diversos barco no Rio da Prata. Mais de 500 dirigentes comunistas foram aprisionados, entre os quais caiu Pablo Neruda que, aproveitando a jauja que era a Argentina, para os comunistas, teve a má idéia de passar uma temporada no país.

O Sr. Aramburu (mais conhecido por "A Vaca"), que não é senão um fantoche das forças que se movem "para trás do trono", se mantendo firme, ordenou que os comunistas fossem exterminados porque queria agradar os americanos, que ficaram irritados com o "recrudescimento do comunismo". Assim fez prometer a seu embaixador em Washington, que o comunismo seria declarado fora da lei e que se iniciaria imediatamente a sua perseguição, apesar de ser necessário fuzilar metade deles.

O que "A Vaca", não havia "rumiado" era se realmente poderia cumprir com o que prometeu aos americanos do norte; se os comunistas, já colocados em postos-chave do governo e da administração, lhe permitiria realizar seus desígnios ou se faria um papel de jornal mais dos tantos a que estamos acostumados (total, o que lhe faz ao tigre uma mancha mais). Efetivamente, aproveitando o 1° de maio, os comunistas promoveram, de acordo com os "gorilas", uma grande agitação dos detidos comunistas: Pablo Neruda foi posto em liberdade imediatamente, ajudado por suas musas e os quinhentos restantes planejaram o problema que o governo teve que ceder pressionado mais uma vez os "gorilas" que lhe exigiram, não só a libertação dos quinhentos comunistas, mas a abertura de todos os seus locais, e a declaração de que o comunismo era legal e que poderia concorrer à eleição, da mesma forma que os outros partidos democráticos. Se a Argentina votara um maior número de comunistas, essa ajuda não tardaria em chegar. Esse tipo de incongruências está pavimentado o caminho que conduz ao desastre em todos os fatos da história.

Enquanto foram postos em liberdade quinhentos comunistas, milhares de dirigentes peronistas e trabalhadores eram mantidos presos em todo o país.

Quando  criamos a doutrina justicialista e pusemos em execução os seus postulados, desde o Governo Constitucional, aumentando ainda mais o Povo, e assegurando a seus homens o acesso à propriedade privada, em pouco tempo, quase acabamos com os comunistas. Quando usando o plano de habitação, a cada trabalhador, conseguiu comprar sua casa. Quando, através da reforma universal, cada cidadão garantiu seu futuro contra o infortúnio. Quando os operários mediante o pagamento de salários justos e humanos e o controle dos preços ajustados ao real, puderam fazer economias e chegaram a possuir economias. O comunismo não tinha razão de ser e a gente do Povo chegou a rir, como nos ríamos nós, de sua pregação.

Nós, com o Justicialismo nós oferecemos uma experiência e a realidade foi muito mais além do que nós mesmos havíamos imaginado. Por isso, a nossa espada popular foi tão grande, não só em nosso país mas no mundo inteiro. É que os povos anseiam obter justiça, mas o egoísmo torna impossível tão justa demanda. 


O Comunismo na América Latina

Desde os fenícios até nossos dias, o imperialismo, foi tecido a imensa tela em que ficaram aprisionados os homens de todas as raças, em todos os tempos. O mundo não muda, mudam os imperialismos, que muitas vezes se escondem atrás de palavras. Por isso, o homem tem sido insectificado pelos sistemas, liberal ou comunista, que como os extremos se tocam. O comunismo, em nome da comunidade e a socialização integral, mantém a propriedade estatal. O homem trabalha para o Estado, o que lhe entrega a dez por cento de sua produção, para a sua subsistência em retribuição. O liberalismo, em nome da livre empresa e da democracia, respeita a propriedade, cada um trabalha o que era seu, mas, no fim do ano, o Estado, em nome dos superiores interesses de "sobrevivência democrática" ele tira de noventa por cento do que o produzido, para ser empregado na defesa da comunidade democrática. Para o homem do povo que trabalha, enquadrado na célula de seu papel humano, em uma insectificación semelhante resultante do Taylorismo ou do Stajanovismo, que diferença pode haver entre um e outro sistema?

Isso é o que, frequentemente, se pergunta o homem do Povo, que é, na verdade, quem sofre as conseqüências, mas, que será também que, em última análise, terá de decidir. 

Essa é a razão de ser do justicialismo, que, na Argentina, resolveu o problema e que a reação, representada pela ignorância e o medo de um bando de irresponsáveis, não foi feito se não verificar e consolidar por meio de dois anos de crimes e erros.

A sorte da oligarquia Argentina e dos representantes do capitalismo e colonialismo estrangeiro foi selada por a evolução e os fatos produzidos. É só uma questão de tempo: ou os colgamos antes ou suspensão dos comunistas em seguida. O que se pode assegurar é que seu destino está sempre em uma árvore.

Vimos no "caso argentino" antes descrito, como se deu ali um lugar para que o comunismo representa o seu mais alto expoente representativo, graças às facilidades que a ditadura colocou ao seu alcance, permitindo que você participar de um dos mais cobiçados dos setores para sua ação: a Universidade e os sindicatos de trabalhadores. Isso foi possível somente porque a ditadura que preferiu entregar ao comunismo esses setores, a fim de "desperoniza-las". E o que o comunismo tem feito no mundo não se deve à sua própria ação, se não, mais as valiosas que os seus inimigos lhe têm dado. O mesmo ocorre na política interna onde os partidos comunistas, desenvolve-se pela ação de outros partidos que cometem a ingenuidade de pensar que eles podem servir do comunismo.


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domingo, 11 de agosto de 2019

Greta Thunberg e Izabella Nilsson Jarvand



Nessa foto figuram duas meninas suecas; a da esquerda chama-se Greta Thunberg, tem 16 anos e sofre de "Síndrome de Asperger", uma perturbação do espectro autista com implicações ao nível do desenvolvimento. Esta menina tornou-se, entretanto, famosa porque tem vindo a ser utilizada de forma abusiva pela ONU e nomeadamente pelo seu secretário-geral - António Guterres - para divulgar e promover a agenda globalista. 

Já a menina da direita chama-se Izabella Nilsson Jarvand, tem 15 anos e é uma jovem ativista que vem se manifestando publicamente e de megafone em punho, junto a edifícios públicos suecos, em apoio às políticas de defesa da família e protestando precisamente contra o "Globalismo", contra a imigração ilegal e descontrolada, contra a "Ideologia de Género" e a doutrinação LGBT e contra as correntes políticas e ideológicas que estão destruindo o seu país e a civilização ocidental. 

Ou seja: ambas as adolescentes são suecas, as duas defendem publicamente as suas convicções, mas apenas a da esquerda - a Greta - é apoiada, acarinhada e mundialmente conhecida, ao passo que a da direita - a Izabella - permanece praticamente desconhecida, é completamente ignorada pelos meios de comunicação social e nunca foi chamada aos grandes palcos políticos para dizer sua posição! 

Resumindo e concluindo: Greta serve a agenda liberal, apoiada pelo "establishment" e Izabella representa a oposição a esses mesmos propósitos, é a nossa voz, a voz do povo cerceada . 

Eu descobri a Izabella e vim aqui dizer-lhes que ela existe, que ela é corajosa, lutadora e determinada e que por tudo isso merece nossa atenção, o nosso carinho e o nosso apoio. Assim sendo, vão lá ao buscador (recomendamos o duckduckgo), cliquem e compartilhem sua mensagem, nossa voz!


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quarta-feira, 17 de julho de 2019

A Imigração Holandesa no Braʃil Colonial


A presença holandesa no Braʃil, não se inicia com a  invasão de Pernambuco em 1630, nem mesmo anteriormente com a invasão à Bahia em 1624, é anterior a elas. Desde 1587 os holandeses comerciavam o açúcar brasileiro para a Europa, aonde refinavam e vendiam. A presença de comerciantes e navios mercantes holandeses em Salvador e Olinda era freqüente. Houve ainda efetivas tentativas de estabelecimento de holandeses no Amazonas, nas proximidades de Belém, desalojados a ferro e fogo por Bento Maciel, que se ufanava de ter morto pra mais de 400 holandeses e ter posto a pique 4 (quatro) de suas naus.

A União Ibérica, que uniu o reino de Portugal e Espanha, e principalmente, a independência da Holanda da Espanha (Guerra de Flandres) foi o estopim que desencadeou a invasão holandesa sobre o Braʃil, quando em retaliação, o rei Felipe II, proibiu o comércio com a Holanda.

Em 1624, invadem a então capital do Braʃil, São Salvador. E não conseguem sustentar a praça por mais de um ano, ante uma feroz guerrilha que lhes faz os naturais da terra. 

A poderosa expedição que sobrevém em 1630, composta por 64 navios de guerra e 5.400 efetivos, oque era muitíssimo para época, nunca até então tal força havia cruzado o Atlântico, tornou o assédio à Capitania de Pernambuco irresistível. E os holandeses conseguem se estabelecer. Esse domínio durará 24 anos, indo de 1630 à 1654.

O domínio holandês inicialmente restrito a Pernambuco, que compreendia sua extensão do atual Estado das Alagoas a Parahyba, é ampliado com a conquista de Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. Contudo um relatório holandês, de fins de 1645, dar conta que as províncias do Ceará e de Sergipe eram desabitadas. Sendo efetivamente habitadas por holandeses apenas as capitanias de Pernambuco, Itamaracá, da Paraíba e do Rio Grande do Norte. O relatório não faz menção ao Maranhão, invadido em 1641.
"Todo o território até hoje conquistado sob os auspícios e pelas armas da Companhia das Índias Ocidentais divide-se em seis províncias: Sergipe d’el-Rei, Pernambuco, Itamaracá, Paraíba, Rio Grande e Ceará. A primeira e as últimas são desertas; as demais são cultivadas e mais habitadas pelos holandeses."
"Os portugueses senhoreavam o Ceará, havendo ali número mais reduzido de habitantes. Defendiam-no com um forte pouco resistente. Passando este para o nosso poder, guarnecemo-lo com um presídio de quarenta homens. Não auferimos até agora nenhum lucro ou provento notável do solo, mas os soldados e forças de índios dessa região têm às vezes ajudado os interesses da Companhia."
Sobre a população holandesa, o relatório de  Adriaan van der Dussen, nos informa que:
"Os holandeses são divididos em pessoas que prestam serviço exclusivo e atualmente à Companhia e recebem salários; e pessoas que não estão a ela subordinadas [...] Os holandeses não assalariados [pela Companhia] são os que vieram nessa condição da pátria ou os que aqui, depois do término do seu contrato, deixaram o serviço da Companhia. Estes últimos são em número considerável e tendo sido oficiais e soldados contribuem agora para o povoamento do país. [...] Os holandeses livres que vieram da pátria em caráter particular são na maioria comerciantes ou empregados destes ou representantes e os de menor condição fizeram-se taverneiros ou entregaram-se a pequenos negócios, com o que obtiveram algum lucro. Alguns comerciantes experimentaram comprar engenhos, e outros, de situação mais modesta, arrendaram partidos ou canaviais, segundo as suas possibilidades, contribuindo de modo manifesto para o cultivo e povoamento destas terras. Contribuíram também para aumentar as construções e a população do Recife a ponto de não haver agora terreno vago."
Se menciona ainda serem numerosos os mamelucos na capitania, e haverem muitos desses bastardos quer de portugueses, quer de holandeses, e que as mulheres eram muito cobiçadas tanto por portugueses ricos, como por holandeses:
"Do conúbio ilícito de mulheres brasilienses tanto com portugueses como com holandeses, nascem muitos destes bastardos, entre os quais, não raro, se encontram formosos e delicados tipos, quer de homens quer de mulheres.
As mulheres casam com frequência entre a gente da sua casta. Na maioria, porém, são muito honestas e legalmente cobiçadas para esposas legítimas por portugueses, às vezes bastante ricos, e também por alguns neerlandeses abrasados de paixão."
O relatório dos conselheiros Hamel, Bas e Bullestrate, de 1645, nos informa que os portugueses eram ainda amplamente majoritários na colônia, em uma proporção de 10 portugueses para 1 holandês. Se menciona que nas localidades de Cabo Santo Antônio, de Capiguaribe e Goiana, os holandeses eram numerosos. O relatório de Dursen registra um total, em todas as províncias ocupadas, de 6.180 soldados holandeses. A população de Olinda e Recife, contava à época cinco mil almas.

No Maranhão, apesar de tão curto domínio, conta o padre Vieira que algumas mulheres portuguesas, em 1642, "casavam já com eles", holandeses. Cândido Mendes de Almeida, com relação ao Maranhão, diz que "da estada dos holandeses ficaram os Jansens, os Müllers e os Lappenbergs, sendo Müller germânico, e Lappenberg dinamarquês.

Adriaen van Builestrate, em 20 de dez. de 1645, da sua passagem pelo Rio Grande do Norte e Paraiba, relata que: "muitos de nossa nação [holandesa] casaram com viúvas de portugueses".

As estimativas sobre a origem das tropas holandesas, seriam compostas por cerca de 40% de holandeses propriamente, 30% oriundos do que é atualmente a Alemanha, 10% da Inglaterra/Escócia, 10% do que é atualmente a Bélgica, 7% Franceses da Normandia, e 3% da Dinamarca.

O domínio holandês sobre o Brasil se estendeu da foz do rio São Francisco ao Maranhão

Uma estimativa dos descendentes de holandeses no nordeste do Brasil.

Mameluca tupi-holandesa
Alguns levantamentos genéticos, recentes, realizados na população do nordeste do Brasil, confirma a contribuição holandesa em sua formação.  Um estudo da UFMG, constatou haver 19% do gene Haplogrupo 2, de origem nórdica, presente na população branca do nordeste brasileiro, um percentual maior do que os 13% verificados  na população portuguesa. De modo que esse excedente de 6% seriam atribuídos a uma herança holandesa, embora deva haver por certo também uma significativa contribuição normanda, quando das invasões francesas.

Deve-se considerar ainda que determinados marcadores genéticos, são comuns tanto a população holandesa como portuguesa, como no caso da pesquisa em comento do Haplogrupo 1, com 67%, atribuível aos portugueses. Em Portugal esse percentual é de 66%. Esse 1% a mais pode revelar uma maior tendencia desse gene na população nordestina, oque poderia ser atribuída aos holandeses. O certo é que nesse universo de 67%, certamente se inclui genes do Haplogrupo 1 de origem holandesa.

Para estimarmos quantos por cento desse universo de 67% do Haplogrupo 1, seria de origem holandesa. Nos baseamos no excedente de 6% do Haplogrupo 2. Esse excedente (6%) representa 32% do total de genes do Haplogrupo 2. Logo deduzimos, que 32% do universo de 67% do Haplogrupo 1, são de origem holandesa, oque se traduz em 12,3%. Ou seja, do total de 67% do Haplogrupo 1 entre os nordestinos, 12,3% seriam de origem holandesa e 54,7% de origem portuguesa. Curiosamente são essas as cifras aproximadas, do Haplogrupo 1, presentes na população do sudeste, sul e norte do Brasil, atribuídos aos portugueses: 56% no sudeste e no norte, e 52% no sul.

Assim, 18,3% (6% Hpl 2 + 12,3% Hpl 1) da população branca do nordeste brasileiro, seriam de origem holandesa.  Isso representa cerca de dois milhões e seis mil pessoas. Esse numero pode ser ainda maior se adentra-se no cálculo a população parda.


Famílias de origem Holandesa no Braʃil:

Bastante conhecido, dentre as famílias holandesas no Braʃil, é o caso do nobre holandês Gaspar Vanderley (Caspar  van der Ley), que se estabeleceu no Braʃil, durante as guerras holandesas, se convertendo ao catolicismo e se casando com D.ª Maria Mello, constituindo numerosa descendência. Contudo há outros casos. Varias famílias de origem holandesa, quando da Guerra de Flandres (no que hoje é a Bélgica e sul da atual Holanda) católicas, imigraram para Espanha e Portugal, quando o norte de Flandres, foi anexado a Holanda, vindo depois, essas famílias, para o Braʃil. É o caso da Família Holanda, Brum, Dutra (Urtrech), Lemes (Lems) Betim (Bettinck). O nobre Arnau de Holanda, em Pernambuco, é citado expressamente nos relatório holandeses, como um dos mais empenhados Capitão de Guerra contra os holandeses. Contudo a presença dessas famílias mencionadas, são anteriores a invasão holandesa.

De famílias que se estabeleceram no Brasil, no curso da dominação holandesa, registra-se: 
  • Caspar  van der Ley (aportuguesado como Wanderley);
  • Dirk van Hoogstraten, aportuguesado Teodoro (ou Teodósio) de Estrada, morreu na Bahia, no posto de Mestre de Campo, em 8 de julo de 1675, tendo seu fº Francisco, natural de Pernambuco – que é o mesmo François, batizado na Igreja Reformada do Recife em 1637 – requerido mercês ao Rei de Portugal, em 1692, alegando serviços do pai;
  • Francisco de Brae (aportuguesado para Braz), natural de Rotterdam, com larga descendência na Bahia;
  • Albert Gerritsz Wedda (aportuguesado como Alberto Geraldo Veda/Beda), com descendência em Pernambuco;
  • Johan Heck, casado com portuguesa;
  • Louis Heyns, francês católico, comerciante  e pessoa de confiança do governo holandês do Recife e, mais tarde, principal encarregado da negociação de Francisco Barreto quando Governador-geral do Brasil (1657-1663);
  • Thomas Potts, inglês de New Castle ou de Londres, cirurgião, casado com uma portuguesa;
  • Thomas Colens, escocês, o qual tendo vindo com os holandeses para o Recífe.
  • Adriano Van Trapper casado com Leonor Cabral em Pernambuco.
  • Joris Garstman, aportuguesado para Grasciman.
  • Wensel Smit, capitão "alemão", que teve seu nome aportuguesado para Bento Farias.
  • Johan Wijnants, de Haarlem, casado com uma filha de Luciano Brandão,  senhor do Engenho Nossa Senhora do Rosário de Goiana.
  • Jacques van der Nessen, casado com Genebra Correia.
  • Kaspar van Mere, casado com Isabel Peralda.
  • Martins de Coutre, (aportuguesado como Martim do Couto).
  • HUSS, Hendrick Van. com descendência no Ceará.
  • Abraham Tapper 
  • Nikolai Georg Rikard, suéco, (aportuguesado como: Nicolau Jorge Ricardo), com geração na Bahia.
Outros amancebaram-se com índias, caso de: Jacob Rabe, alemão de Waldeck, Wilhelm Doncker, Jacob Kint, Gerard Barbier e Casper Beem, que no Ceará, contra expressa proibição do Supremo Conselho, amigou-se com uma índia, pelo que foi deportado. 

Outros flamengos, no Ceará, menos afoitos do que Beem, dirigiram-se, em 1651, por intermédio de uma carta escrita por um certo Kemp, ao governo do Recife, dando conta e pedindo que: "três dos da nossa nação que haviam chegado ao Ceará, estavam desejosos de casar com mulheres brasilianas, desejo também partilhado por diversos outros ["verscheyden anderen"] em serviço na mina e na fortaleza, mas que o receio os havia contido. Sua Reverendíssima é de opinião que isto trará más consequências, não sendo a nação brasiliana conveniente ["bequaem"] para se unir à nossa. Que eles holandeses manterão as mulheres como escravas, o que constituirá um abuso e poderá criar ódios entre as duas nações", pelo que pedia o parecer do Conselho. Este, depois de pesar os pró e os contra, embora reconhecendo que é "uma coisa melindrosa proibir alguém de contrair matrimónio" resolveu que se escrevesse a Mathias Beck, então Capitão-Mor do Ceará, para que este por: "meios suasórios procurasse adiar os tais casamentos".

Com negra parece ser o caso de Christoffel Trampelaer (ou Trampler) e Joana Ribeiro, de Matthijs Serts e Catarina negra.

O sobrenome Pequeno, de difusão na Paraíba e Ceará, é correlacionado a uma possível origem "holandesa" ou alemã, de que adviria da tradução Klein: pequeno, em baixo-saxão, e apelido bastante comum na atual Alemanha.

Quando da eclosão da Insurreição Pernambucana, Hoogstraten, junto com Gaspar Wanderley e Albert Gerritzs, passaram para o lado dos brasileiros, formando o Terço dos Estrangeiros, junto com outros 235 soldados "holandeses" (lembrando que as tropas holandesas eram de diversas partes do norte da Europa). Vários desses, eram holandeses de confissão católica, em especial franceses, ou convertidos, que preferiram ficar no Braʃil. 
O termo de rendição, celebrado entre holandeses e o governador Francisco Barreto de Meneses, faz expressa menção que os muitos descendentes de holandeses seriam igualmente tratados como súditos portugueses. 

Proposta de uma Bandeira para os Descendentes de Holandeses no Brasil 

O Círculo Castilhista, secção nordeste, tem como bandeira a da Nova Holanda ( Nieuw Holland ), que foi a primeira bandeira do Brasil. Tendo como única alteração, a retirada das iniciais de Maurício de Nassau: Iohan Maurits van Nassau Catzelnbogen Vianden en Dietz - IMNCVD, e apondo em seu lugar, um hierograma com as iniciais AM - Ave Maria, em alusão a Nossa Senhora, a quem foi creditada a vitória das armas brasileiras. Segue-se assim, a antiga tradição de tomar como armas, as insígnias, do inimigo vencido. Ao mesmo tempo, que se estabelece um pavilhão católico aos descendentes de holandeses, que aqui plantaram raízes, se integrando, e constituindo, parte indelével da nação brasileira.
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