terça-feira, 14 de agosto de 2018

O Falseamento da Presença Judaica na Formação Portuguesa e Brasileira.



É comum os veículos de comunicação falarem numa suposta herança judaica na formação brasileira, citam cifras de 10 à 20%, as vezes mais! Dados completamente surreais, distorcidos, quando não manipulados.

Para desmentir essas cifras, basta mensurar a contribuição germânica na península ibérica (Suevos, Visogodos, Vândalos) no Séc. V, que se processou num contingente, muito maior, e jamais vista ou alcançada por judeus na ibéria. Estima-se, sem maior margem de erro, que 40 mil Suevos se estabeleceram no noroeste ibérico (Portugal e Galiza), 280 mil Visigodos em Espanha, e cerca de 80 mil Vândalos distribuídos na Galiza e na Bética (atual Andaluzia/Vandalucia). Pois bem, com esse contingente, que representou,  a época, 5% do total da população, passados mais de um milênio, atuais análises genéticas comprovam que continua sendo essa a taxa de contribuição germânica na formação das populações hispânicas, variando essas taxas em algumas regiões até 10%. 

É de salientar que desde o início, esses contingentes se fundiram completamente com a população autóctone da península, ao contrário das comunidades judaicas, que sempre se mantiveram apartadas, sem se integrarem ao corpo nacional. 

Então a questão a se perguntar é, como poderia um determinado grupo pequeno, vivendo em comunidades fechadas, ter, supostamente, uma contribuição maior na formação humana da ibéria ante outros muito mais numerosos e integrados a sua massa populacional? 

A resposta é óbvia: não pode! Não tem como! Então de onde eles retiram essas cifras de "10, 20%"? Eis o ardil! Determinados genes característicos de populações semitas, e que não se restringem a judeus, são comuns a povos neolíticos, que se espalhou pela Europa como pelo norte da África.

Mensurar os marcadores genéticos advindos de judeus propriamente, do que já existia anteriormente de pastores do neolítico e mesmo que advieram com romanos, gregos, fenícios e posteriormente árabes que também possuem esses genes em comum, não é tarefa das mais fáceis, mas podemos chegar em cifras bastante fidedignas comparando a populações ibéricas que permaneceram isoladas, como é o caso dos bascos, que não tiveram contribuição romana, nem grega, nem fenícia em sua formação. Logo o substrato genético de populações neolíticas estariam bem caracterizados. Esses genes entre os bascos correspondem a 5%. Ou seja, é muito provável que em outros contingentes da população ibérica, haja 5% de contribuição neolítica em sua formação, portanto, não atribuíveis a judeus, nem a romanos, gregos, fenícios e árabes. Essa cifra de 5% também é similar as encontradas na população da Astúria, Cantábria e Galiza, aonde a presença judaica foi desprezível, quase inexistente. 

Em Portugal, genes atribuíveis a judeus oscilam conforme a região, sendo maior ao sul que no norte. No total, Portugal, apresenta 15% de genes que podem ser atribuíveis tanto a judeus, como a romanos, gregos, fenícios e árabes. Desses como já estimamos, 5% pelo menos são atribuíveis a pastores do neolítico. Sobram 10% que se subdividem entre os povos já citados e não a exclusivamente judeus.

No norte de Portugal essa taxa é menor, oscila entre 2,5 à 5%, estando portanto coberta pela mesma taxa neolítica. 

No sul (algarve e alentejo) varia entre 5 à 15%. Tendo tido essa área forte presença romana, que tinha sua capital em Mérida, já a cidade de Cádiz fora fundada por fenícios, além da ulterior invasão moura que mais perdurou no sul. Para estimarmos o contingente judeu, sejamos conservadores, subdividamos esses 10% restantes (excluindo os 5% atribuíveis a pastores do neolítico) em 4 partes iguais, embora a contribuição romana, seja certamente a mais significativa, tanto por ser mais antiga, como tendo sido bastante presente e contínua ao longo da história, sobram ainda a fenícia, a judia e a árabe. A árabe também é bem provável que tenha sido maior do que a judaica, mas, mais uma vez, sejamos conservadores.... subdividamos esses 10% indistintamente, teríamos uma contribuição judaica de 2,5% (oque mais uma vez, afirmamos que deva ser bem menor). É essa a real parcela de contribuição judaica na formação portuguesa. 

É de se ressaltar ainda, que os judeus nunca tiveram uma grande leva migratória para a ibéria, sua presença sempre ocorreu de forma agregada a romanos, e posteriormente árabes, e que sempre se mantiveram em comunidades isoladas. A considerar ainda que houveram pelo menos dois grandes expurgos de judeus na ibéria, uma no Séc. VII, sob o Reinado Visigodo, a que estava submetido oque hoje é Portugal, bem como em fins do Séc. XV. Nunca poderiam ter tido maior impacto na formação populacional de Portugal. 

Posto isso podemos agora nos debruçar sobre a tal presença de Cristãos-Novos no Brasil. Com a expulsão da Espanha, e o abandono de muitos judeus de Portugal (em Portugal eles não foram expulsos, apenas obrigados a se converterem, abandonando o país os que assim não quiseram), advindo alguns para o Brasil, porém a maioria rumou para Holanda. 

Oque se deve por a relevo é que esse número de Cristãos-Novos, comparado, a outros tantos portugueses que vieram, foi bastante exíguo, ainda mais comparado aos indígenas e mestiços da terra, a massa populacional do Brasil. A guisa de comparação, a maior leva de colonos que vieram para o Brasil nos primeiros tempos de colonização, foi com Tomé de Souza na Bahia, um total de 1(um) mil, dos quais apenas 10 eram cristãos-novos.  

Com a invasão holandesa, foi que se processou uma maior vinda de cristãos-novos portugueses, quando não judeus declarados, que se encontravam "exilados" na Holanda. Muitos compraram ou simplesmente se apossaram de engenhos abandonados em meio a guerra contra os holandeses, conseqüência do êxodo em massa dos brasileiros saídos de Pernambuco. Pernambuco a esse tempo não contava mais do que 40 engenhos no total. 

Com a derrota dos holandeses e o cerco do Recífe, relata-se que quase todos, em desespero, se suicidaram por intermédio de veneno, os que sobraram, abandonaram Recífe, seguindo com os holandeses para Nova Amsterdam, no que hoje é Nova York.

Análises genéticas realizadas na população do nordeste do Brasil revelam cifras, de marcadores genéticos atribuíveis a judeus, ainda menores do que as encontradas em Portugal, 2% tão somente. Nesses ínfimos 2%, deve-se mais uma vez chamar atenção, estão diluídos a contribuição de romanos, gregos, fenícios, árabes, os próprios judeus e.... mais recentemente, a imigração sírio-libanesa ocorrida no Brasil.  Oque corrobora os registros históricos, bem como uma maior presença nortenha na formação brasileira. 

Com isso não se nega a presença de cristãos-novos no Brasil, houveram, porém foram parcelas diminutas no conjunto da população que se formava. A guisa de exemplo imagine uma pequena vila, de mil habitantes (estamos sendo modestos, mais uma vez) em que haja uma família de cristão-novos nessa comunidade, suponhamos coisa de 10 indivíduos, ou seja estamos sendo superlativos, uma grande família com 8 filhos! Esses 10 indivíduos num bojo de uma pequena população de mil, não representa mais do que 0,1%!!!! Compreende-se como cifras de 10 à 20% divulgados pela imprensa são super-dimensionados.

Afora toda essa explanação já relatada, e que por si só já explica essa malversação, ainda tem a metodologia, voltando a Portugal é curioso que os locais em que ocorreram coleta de material genetico, foi justamente aonde historicamente houve comunidades judaicas....  e ainda sim, as cifras são aquelas apresentadas, que antes revelam uma pequena contribuição na formação portuguesa.

Também, enfático na rejeição desse mito criado, são os que se debruçam ao estudo genealógico como o pesquisador Francisco Augusto de Araújo Lima autor da obra: "Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil", que desmente a versão da grande imprensa: “Há uma ‘certeza’ de que o Ceará é judeu. É uma crença forte, mas, documentado, encontram-se poucas pessoas de origem judaica. São uma gota d’água.".

No final das contas, a quem interessa, a deturpação histórica e a falsificação de nossa formação? Não é segredo que a imprensa hegemônica se encontra em mãos de grupos judaicos, e são esses grupos que se ramificam nas mais diversas searas, que tentam se legitimar no país atribuindo, falsamente, serem parte de sua formação, quando sempre foram refratários a se integrarem. Também trata-se de falsear nossa identidade nacional, apagando-a e mesmo servindo de meio para o aliciamento de membros para certas seitas sob a suposta afiliação "judaica".

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